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Mais duas mortes sob investigação

Mais uma pessoa morreu, na terça-feira (23), no Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife, após apresentar complicações decorrentes de uma possível infecção viral. O recepcionista Artur da Silva, 33 anos, passou por atendimento em dois hospitais particulares antes de ser internado no HR e falecer, segundo conta o sogro do jovem, o maqueiro Aníbal Cassiano da Silva Filho. Para ele, a síndrome de Guillain-Barré é a suspeita mais forte entre as causas da morte questionadas no atestado de óbito. Em Jaboatão dos Guararapes, outra família acredita que a síndrome possa ter vitimado, no dia 16, o metalúrgico Ivaldo Alves da Costa, 53 anos.

“Ele começou a se sentir muito mal na quinta-feira pós-Carnaval. Estava com dor nas juntas, chegou a relatar dormência nas mãos e pernas. Também não conseguia andar. Foi ao banheiro e caiu. Acredito que a causa da morte tenha sido Guillain-Barré mesmo, embora eu tenha recebido a informação de que são necessários 90 dias para se ter essa confirmação”, conta Aníbal. “É uma situação lamentável. Artur tinha muita saúde, era ativo e alto-astral.”

A assessoria de imprensa do HR informou que a causa da morte é desconhecida e que Artur deu entrada no hospital no dia 13, quando apresentou um quadro hipertensivo acompanhado de fraqueza nos membros inferiores e foi encaminhado à emergência clínica. No dia 15, teve insuficiência respiratória e precisou ser entubado. Foi levado para a unidade de terapia intensiva (UTI) no dia 22 e faleceu na manhã da terça. Ainda segundo a assessoria de imprensa do hospital, o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) determinará a causa da morte. Para isso, foi colhida amostra do líquido cefalorraquidiano (aquele que circula na medula e vai até o cérebro). O resultado deve sair em até 15 dias.

PARALISADO

O metalúrgico Ivaldo Alves Costa apresentou os mesmos sintomas que Artur. Em janeiro deste ano, procurou os médicos por causa de uma dor na perna. Foi diagnosticado com virose, mas o quadro se agravou. No início de fevereiro, já estava com o corpo completamente paralisado. Faleceu no último dia 16, no Hospital da Restauração. O atestado de óbito apontou como causas choque séptico, infecção de trato respiratório e a Síndrome de Guillain-Barré.

“Meu pai procurou a UPA de Sotave, em Jaboatão, quatro vezes. Ele sempre era diagnosticado com virose, mas o quadro se agravou rapidamente. A família só suspeitou da Síndrome de Guillain-Barré depois de ver uma matéria na TV. Faltou informação para a população. Na Restauração, meu pai fez exames que confirmaram a síndrome. Após 12 dias internado, morreu”, relata o filho, Emerson Costa. A assessoria do HR foi procurada ontem à noite, mas não possuía informações sobre o caso.