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“Impressão digital” do zika é decifrada

CAMPINAS (SP) – A “impressão digital” do vírus zika foi decifrada pelo Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, após um trabalho de três meses, desenvolvido por 20 pesquisadores. A descoberta é o ponto de partida para criação de uma vacina e de medicamentos que impeçam a transmissão do vírus de grávidas para bebês.

Um laboratório farmacêutico, cujo nome não foi divulgado, iniciou parceria com o LNBio para desenvolver biofármacos e para estudar a viabilidade da vacina. Não há previsão para que esses medicamentos ou imunizantes estejam à disposição, mas os trabalhos já começaram. “Qualquer previsão de prazo é feita com base em experiências com outros vírus, mas cada caso é diferente. Podem surgir imprevistos que retardem o desenvolvimento dos medicamentos. Por isso, não estipulamos datas”, disse Kleber Franchini, diretor do LNBio e coordenador da pesquisa.

O laboratório, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que funciona ao lado do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, começou as pesquisas em novembro, após os indícios de que o zika poderia causar microcefalia e outras doenças neurais. O primeiro objetivo foi mapear a estrutura molecular do zika, verificando diferenças com o da dengue, e identificar como interage com células humanas e seus pontos de conexão.

A segunda frente aponta substâncias essenciais à produção de fármacos, como moléculas que inibem infecção ou replicação do vírus, sem danos às células. O terceiro foco quer identificar com precisão períodos gestacionais críticos, quando a exposição ao zika pode associar-se a danos neurais. As pesquisas continuam.