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Unidos contra o vírus zika

O embaixador do Reino Unido no Brasil, Alex Ellis, esteve ontem na sede da Fiocruz, na Cidade Universitária, Zona Oeste, para conferir as pesquisas locais sobre o vírus zika. “Trata-se de um problema global, e é importante que todos os países possam estudar maneiras de cooperar”. Ellis disse ter saído satisfeito com que viu na fundação. “O corpo de cientistas é muito eficiente e está em um bom nível nas pesquisas.”

A cooperação entre Brasil e Reino Unido no estudo da biologia do vírus começou no início de 2015, quando pesquisadores da Fiocruz em Pernambuco, da London School of Medicine (Inglaterra) e da Universidade de Glasgow (Escócia) iniciaram um consórcio para estudar o zika.

No final do ano passado, o grupo conseguiu captar R$ 2 milhões junto ao Fundo Newton, iniciativa do governo britânico para estimular pesquisas em países parceiros. O dinheiro será empregado nos testes com o vírus em células in vitro e camundongos. “É um longo caminho até que se possa desenvolver uma vacina que seja efetiva e segura. Passa, ainda, por testes em macacos e em grupos de humanos. Leva anos”, explica o pesquisador Rafael França, coordenador, em Pernambuco, do grupo de trabalho.

Nos próximos dias 1 e 2, os pesquisadores da Universidade de Glasgow estarão no Recife para um workshop sobre o zika vírus. O evento acontecerá no auditório da Fiocruz e será transmitido pela internet, em link a ser divulgado pela entidade nos próximos dias.

O objetivo do encontro é discutir aspectos clínicos e epidemiológicos, além de vetores, biologia do vírus e o próprio diagnóstico da doença.