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Recife cria protocolo e reforça analgésico

Um protocolo de assistência para pacientes e a compra emergencial de analgésicos estão entre as ações do Recife para enfrentar a epidemia de chikungunya na Capital. A secretaria Municipal de Saúde deve lançar em breve um novo fluxo de atendimento, onde a atenção básica, os postos de saúde da família (PSF) e as Upinhas serão indicados como unidades para atendimentos de menor gravidade. Essa é uma tentativa de desafogar os serviços e policlínicas, UPAs e hospitais que devem concentrar os casos mais graves.

“A ideia do protocolo é trazer para a atenção básica casos classificados como verdes. São pacientes que, embora necessitem de consulta, não representam emergência propriamente dita”, disse o secretário de Saúde, Jailson Coreia. Ele destacou que o novo fluxo de atendimento dará atenção especial a crianças e idosos, uma vez que esses públicos são apontados como de maior risco para o agravamento da doença. “O idoso pode sofrer mais consequências, principalmente se tiver outras doenças associadas, como diabetes”, alertou.

MEDICAÇÃO

Além de organizar e priorizar os atendimentos, a rede municipal também planeja uma compra emergencial de analgésicos. Os medicamentos, adiantou Correia, serão mais potentes para aliviar as dores articulares de quem sofre com chikungunya. O volume de remédios e o valor investido estão sendo dimensionados pela gestão. O suporte medicamentoso também terá modificações no protocolo que será lançado, que deverá trazer drogas mais fortes para o tratamento. O abastecimento de remédios é uma das preocupações em destaque, uma vez que a grande demanda nas últimas semanas por pouco não causa um colapso no estoque. “O consumo tem sido tão grande que há risco, inclusive, de falta de analgésicos mais básicos. Mesmo que houvesse um planejamento inicial, o uso superou as expectativas”, admitiu.

Na ponta dessa epidemia, os pacientes amargam preocupação, espera e dor. A secretária de uma escola particular, Kiara Coutinho, 45 anos, esperou uma manhã por atendimento na Policlínica Amaur y Coutinho, na Campina do Barreto, Zona Norte do Recife. “Muita gente para pouco médico atender. Estou com dores no corpo e febre e esperando há horas e horas”, lamentou. Pelos sintomas, Kiara acha que está com chikungunya.