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Outro padrão para medição da cabeça

O Ministério da Saúde passa a adotar novos parâmetros para medir o perímetro cefálico e identificar casos suspeitos de bebês com microcefalia. Para menino, a medida será igual ou inferior a 31,9 centímetros, para menina, igual ou inferior a 31,5 centímetros. A mudança, que está de acordo com a recomendação anunciada recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), tem como objetivo padronizar as referências para todos os países e vale para bebês nascidos com 37 semanas ou mais de gestação.

O novo padrão, adotado em consonância com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, foi validado pelo comitê técnico formado por sociedades científicas médicas e especialistas nas áreas de pediatria, infectologia e genética médica. A aferição do perímetro deve ser feita, preferencialmente, após as primeiras 24 horas do nascimento ou até a primeira semana de nascimento.

Para os bebês prematuros (nascidos com menos de 37 semanas de gestação), a mudança ocorrerá na curva de referência para definição de caso suspeito de microcefalia. Até então, era utilizada a curva de Fenton. A partir de agora, será utilizada a tabela de InterGrowth (sigla que dá nome ao Consórcio Internacional sobre Crescimento Fetal e de Recém-nascidos para o Século XXI), que tem como referência a idade gestacional do bebê. A tabela é fruto de um recente estudo internacional do crescimento fetal e do recém-nascido, encomendado pela OMS em 2010 para oito países (entre eles, o Brasil) e finalizado em 2015.

A medição do perímetro cefálico deve sempre ser realizada logo após o parto, permitindo que o médico identifique possíveis problemas de forma precoce. No entanto, a confirmação do diagnóstico de microcefalia só pode dada após a realização de exames complementares, como ultrassonografia transfontanela e tomografia, já que a medida do crânio não é um fator determinante – ou seja, bebês com o tamanho da cabeça um pouco abaixo da medida de referência não terão necessariamente malformações.