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Carcaças, moradias para o Aedes aegypti

As carcaças abandonadas em via pública se tornaram potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Os veículos, em péssimo estado de conservação, representamumaameaçaàsaúdedemoradoresedequempassanoentorno.Nasruaseavenidas do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, os flagrantes se repetem, incluindo depósitos e pontos de comercialização de peças, conhecidos como ferros velhos. Obras de reforma e borracharias também estão na linha de frente do perigo. E achar alguém que já adoeceu é fácil. Só na Capital, conforme a prefeitura, mais de mil carros foram removidos nos últimos três anos. O apelo é por mais conscientização.

Na avenida Liberdade, em Jardim São Paulo, na Zona Oeste, as estruturas tomadas pela ferrugem e mato ainda chamam a atenção. O cenário é velho conhecido, bem na frente do prédio da antiga Delegacia de Roubos e Furtos. Os carros que, no passado, foram apreendidos ou esquecidos pelos proprietários ocupamo pátio e o estacionamento lateral. Motos e caminhões são encontrados, um acúmulo maior da água da chuva.

O aposentado João Medeiros de Souza, 71, não poupa queixas. “Já fiquei doente e minha esposa ainda está se recuperando. Antes tinha mais carros. Falta interesse de resolver”, criticou. Perto dali, na Vila dos Bancários, a história se repete. “Minha filha teve zika e ficou um bom tempo de cama”, diz Gilvaci Francelino, 54. Conforme a legislação municipal, veículos com placas também são recolhidos.

Em Olinda, um mutirão para a retirada de carros abandonados chamou a atenção para o problema. A ação foi no bairro de Rio Doce. Da previsão de 26 carcaças, só quatro foram removidas. “Passamos nesses locais antes, colocando adesivos nos carros para notificar a retirada. Depois de 48 horas, removeríamos. Hoje, o dono levou a maioria. Quatro ficaram e estão sendo rebocados”, disse o diretor de trânsito, Gerlan Nunes. Em Jardim Fragoso, 21 estruturas já foram retiradas. O próximo alvo será o Varadouro.

Em Jaboatão dos Guararapes, não é diferente. Às margens da BR-408, no Curado IV, restos de veículos também parecem moradias do Aedes. O amontoado é encontrado dentro dos muros de um conhecido depósito de uma seguradora. Um dos funcionários, que preferiu não se identificar, tenta explicar: “Já colocamos inseticida em cima e pretendemos retirá-los daqui”, assegurou. De acordo coma prefeitura, o programa, batizado de “Jaboatão em Ordem”, deve retirar as peças das ruas das sete regiões administrativas. Não foi divulgado balanço das ações.