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73% dos brasileiros não usam repelentes

Apesar do perigo comprovado que o mosquito Aedes aegypti oferece, um estudo do Instituto Ipsos aponta que 73% dos brasileiros não usam repelentes. A pesquisa apresenta duas causas principais para a constatação: o preço e a falta de costume da população. Em uma farmácia localizada no Bairro do Recife, área Central do Recife, no entanto, a afirmação é rebatida com a ausência de repelentes nas prateleiras. Segundo um dos funcionários do estabelecimento, a procura ainda é grande. Na semana passada, chegaram dez unidades. O estoque não durou sete dias. Na mesma pesquisa, 96% dos entrevistados eliminamos focos do transmissor com utensílios caseiros.

O mecânico Gustavo Guilherme dos Santos, 19 anos, chegou a comprar um repelente, mas, por falta de costume, prefere proteger-se com outros recursos, como o repelente espiral. “Esqueço de usar o que comprei. Talvez tenha sido por isso que peguei chikungunya. Mas quando chego em casa me sinto protegido com o espiral”, contou o jovem. Quem não utiliza de forma alguma o repelente é o programador Bruno Freitas, 26, também pelo mesmo motivo de Gustavo: falta de hábito. “Não me preocupo tanto. Tenho em casa, mas a pressa de sair para trabalhar é maior”, disse Freitas. A história se repete com a recepcionista Flávia Renata, 25. “Não uso por descuido. Nunca comprei também.”

A auxiliar administrativa Janete Ferreira, 36, está atenta quando o assunto é evitar repelente em recém-nascidos. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, não é aconselhável aplica o produto em bebês que tenham menos de 2 meses. A orientação da instituição é utilizar roupas que cubram braço e pernas da criança. A mãe do pequeno Miguel, 2 meses, só recorrerá aos repelentes quando o pequeno completar pelo menos 6 meses. “O pediatra dele já me alertou sobre os perigos. A pele dele é muito sensível. Estou sendo bem cautelosa”, disse Janete Ferreira, que usa diariamente repelente.