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Mais saúde e moradia para quilombolas

Mais de 150 comunidades o Estado estão dentro do circuito de raízes quilombolas. Noventa por cento delas são localizadas em municípios do interior. O número representa cerca de 300 mil pessoas, que e mostram como símbolos da resistência e preservação da cultura negra. O Dia Internacional contra a Discriminação racial, celebrado ontem, também marcou o lançamento de um extenso plano de ações para atender ao segmento. Áreas como a educação, saúde moradia estão dentro do pacote, que deve contar com investimentos iniciais na ordem e R$ 3,5 milhões para os próximos três anos. A propriedade a terra ainda é um dos grandes entraves, estando quase a totalidade em situação irregular. A promessa é de reconhecer as tradições e oferecer mais qualidade de vida para esta importante fatia da população.

“Os quilombos ainda figuram como elementos esquecidos, carentes de condições mínimas de sobrevivência. Estão assentados em locais distantes, geralmente em áreas de mata ou floresta, enfrentando barreiras para ter acesso a hospitais, escolas, assim como ter oportunidades de lazer e trabalho. Vivem da agricultura, mas não conseguem escoar sua produção e já perderam grande parte da terra”, explicou Marta Almeida, à frente da coordenadoria de Igualdade Racial. Segundo ela, existem mais de 2,5 mil grupos em todo o País, sendo descendentes de africanos escravizados que mantêm memórias culturais e religiosas. Na Região Metropolitana do Recife, apenas dois polos são considerados urbanos, localizados em Olinda e no Cabo de Santo Agostinho. “Todos precisam ter devolvida a sua história”, disse.

Ao todo, dez secretarias estarão envolvidas nos projetos, que ainda não tiveram um calendário de execução apresentado. Durante a assinatura do termo, o secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Isaltino Nascimento, liberou uma ordem de serviço, no valor de R$ 350 mil para a construção da primeira cozinha quilombola brasileira, localizada na cidade de Bom Conselho, no Agreste. “A ideia é de concentrar todo o cultivo dos arredores, servindo de alimento e também como fonte de renda e empreendedorismo”, adiantou. Segundo o Estado, um fórum de gestores deve discutir políticas públicas para o setor com diversas esferas da sociedade civil. Dona Gilvaneide Gomes, de 50 anos, veio de Mirandiba, no Sertão, para participar do encontro. Ela mora com o marido e quatro filhos na comunidade Feijão e Posse, onde vivem mais de 200 famílias. “A nossa luta não é de hoje. Queremos ver tudo isso saindo do papel.”