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Morte suspeita por leptospirose

Pernambuco pode registrar a segunda morte por suspeita de leptospirose em 2016. A doença, transmitida pela urina no rato, é a principal suspeita para o agravamento do quadro de um comerciante, de 58 anos, residente em Fernando de Noronha. Ele foi transferido para o Hospital Getúlio Vargas, no Recife, onde veio a falecer. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, até o momento foram notificados 117 casos de leptospirose. Segundo informações, o morador da ilha, que teve o nome preservado, trabalhava em uma barraca de alimentos da praia da Cacimba do Padre, região que concentra bastante lama e água parada no período de chuvas.

O primeiro atendimento foi realizado no Hospital São Lucas, com a suspeita inicial de chikungunya, sendo alvo de nova investigação na Capital. Segundo levantamento, em 2015, 13 pessoas perderam a vida coma enfermidade, assinalada por dores musculares e febre alta. Em todo o período, foram notificados 760 ocorrências, sendo 139 confirmados, 418 descartados e outros 228 ainda em investigação. A apuração dos casos mais recentes no Estado está sendo realizada na Fiocruz, no Rio de Janeiro, podendo levar até seis meses para ser concluído.

Gravidade

Segundo infectologistas, a letalidade pode chegar a 40% nos casos mais graves. A doença tem início abrupto, com espectro que pode variar desde um processo discreto até formas mais danosas. Trata-se de uma zoonose de grande importância social e econômica, por apresentar elevada incidência em determinadas áreas, alto custo hospitalar e perdas de dias de trabalho. Os sintomas podem aparecer duas semanas depois do contato coma água contaminada. De forma geral, os sintomas incluem também calafrio, conjuntivite, dor principalmente nas panturrilhas, fotofobia (incômodo na presença da luz), dor de garganta e gânglios no pescoço.