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Simpósio aborda saúde mental dos trabalhadores

Cerca de 704 mil profissionais se acidentam durante o expediente por ano no Brasil. O dado foi informado pela Superintendência Regional do Trabalho no estado, ontem, durante visita ao Diario. As autoridades também alertam, no entanto, para outro fator de risco à saúde dos operários: o sofrimento mental. O dia 28 de abril é Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao ambiente laboral.

Para lembrar a data, o Grupo Interinstitucional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Getrin6) promove um simpósio com o tema Sofrimento Mental no Trabalho: um inimigo silencioso, no auditório da Fundacentro na Rua Djalma Farias, 126, Torreão, amanhã a partir das 8h.

As inscrições são realizadas pelo e-mail mov28deabril@gmail.com. Das 180 vagas, 150 estão preenchidas. Na programação, palestras sobre meio ambiente do trabalho e as enfermidades profissionais, estresse e transtorno mental, saúde dos profissionais de saúde, além do painel que trata do adoecimento mental nos setores Bancário e de Transportes, com os auditores fiscais do trabalho Marcos Miranda e Naldenis Martins.

Segundo o superintendente regional do Trabalho e Emprego, André Negromonte, o alerta vale sobretudo aos empregadores e à sociedade. “O sofrimento mental vem vitimando silenciosamente milhares de pessoas. Certamente as doenças mentais não estão computadas”, enfatizou. O desembargador Fábio Farias destacou que geralmente o adoecimento é associado a algo físico e que as estatísticas de saúde mental são mascaradas.

A juíza do Trabalho Ana Freitas definiu o sofrimento mental no trabalho como aquele que pode levar à tristeza do trabalhador. “Devemos ter em mente que o trabalho precisa ser dignificador do ser humano, um fator de felicidade e realização”, disse. O vice-presidente institucional do Diario, Maurício Rands ressaltou que “é compromisso do Diario e demais órgãos do grupo prestar serviço à comunidade, mostrando que todos podem fazer algo para reduzir o nível de sofrimento dos trabalhadores.”