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Entenda como funciona

SÃOPAULO – Os novos métodos têm a finalidade de mostrar em que situações o câncer se estende ou não até o mamilo. Na ressonância magnética, é injetado um contraste no sangue que costuma ser captado pelo tumor de mama como uma espécie de brilho, chamado realce.

“Essas pacientes, antes de terem as mamas removidas, foram submetidas a esse exame”, relata José Roberto Piato. Os pesquisadores tentaram, então, determinar se as variantes analisadas tinham relação ou não com o comprometimento do mamilo. As mamas removidas foram encaminhadas ao patologista, enquanto o radiologista revia os exames de ressonância efetuados.

Piato informa que quando o exame de ressonância mostra um realce que se estende de forma contínua desde o tumor até a papila (mamilo), a chance de comprometimento do mamilo é alta. Quando não existe esse realce contínuo, “em 90% das vezes, o mamilo está livre”.

Outro achado importante apontado pela ressonância magnética é que quando o mamilo está retraído ou repuxado, a chance de comprometimento é grande. “Agora, quando não existe nenhum dos dois, senão tiver nem o realce se estendendo do tumor até a papila, nem a retração da papila, a chance de ela estar livre é mais que 90%”, assegura Piato.

Esse estudo é complementado por outro, com a mesma finalidade de descobrir se o tumor chegou ou não ao mamilo, também coordenado pelo mastologista e publicado na revista internacional European Journal of Surgical Oncology no final de 2015. A diferença é que ele é feito na hora da cirurgia por um exame de congelação.

“Removemos um tecido atrás do mamilo e entregamos para o patologista. Ele faz uns cortes de congelação e olha no microscópio. Se estiver livre, não tiramos o mamilo”. Enquanto a ressonância dá 90% de segurança aos cirurgiões, o exame de congelação tem índice de 99%.