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ONU tenta proteger hospitais

NOVA IORQUE (AFP e Folhapress) – O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) adotou por unanimidade ontem uma resolução que reafirma que as instalações médicas em zonas de guerra devem ser protegidas dos conflitos. O texto foi votado no mesmo dia em que um novo ataque deixou pelo menos 19 mortos em um hospital de Aleppo, na Síria. A resolução trata ainda de bombardeios recentes que também atingiram hospitais no Iêmen e no Afeganistão.

Ontem, foguetes disparados por insurgentes atingiram um hospital de uma área da cidade síria de Aleppo controlada pelo governo, deixando ao menos 19 mortos, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. Segundo a entidade, três crianças estão entre os mortos no ataque ao hospital Al-Dabit. O grupo afirmou que outras 80 pessoas ficaram feridas e que o número de mortos provavelmente vai aumentar.

O Exército da Síria disse em um comunicado que o ataque foi parte de uma ofensiva abrangente de grupos insurgentes presentes em Aleppo, e que estava reagindo “às fontes dos disparos”. O texto divulgado pelo comando do Exército disse que o ataque aconteceu “no momento em que estão sendo feitos esforços internacionais e locais para fortalecer a (cessação das hostilidades) e implementar… a calma em Aleppo”.

O Observatório afirmou que o hospital ficou seriamente danificado. Em partes de Aleppo sob domínio dos rebeldes, o grupo de monitoramento sediado em Londres disse ter havido três ataques aéreos, citando informações sobre um número não confirmado de mortos.

A violência em Aleppo deixou mais de 200 civis mortos na última semana e provavelmente continuará pelo fato de um cessar-fogo unilateral do governo não incluir a maior cidade do país árabe.

A carnificina em Aleppo – que está sob disputa desde 2012, quando opositores tomaram o controle de vários distritos – piorou na quarta (27) e na quinta (28), quando ataques aéreos e de artilharia deixaram mais de 80 mortos, incluindo dezenas em um hospital.

Reunião

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião urgente hoje para discutir a crise na cidade síria de Aleppo, onde os combates ameaçam os esforços internacionais de paz. França e Grã-Bretanha convocaram a reunião, ao tempo que a Rússia disse que um novo cessar-fogo em Aleppo poderá ser anunciado nas próximas horas. O secretário americano de Estado, John Kerry, advertiu ontem o presidente sírio, Bashar al Assad, sobre as “repercussões” caso o regime não respeite o cessar fogo. A trégua estava em vigor desde 27 de fevereiro, mas foi rompida e os confrontos se intensificaram nos últimos 10 dias.