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Estado amplia rede de tratamento de vítimas de sequelas de arboviroses

A rede pública de saúde de Pernambuco ampliou a oferta de serviços de tratamento de pessoas com sequelas severas de arboviroses. Por causa da grande demanda registrada no estado, nos últimos meses, de vítimas de dengue hemorrágica, formas graves do vírus da zika e chikungunya e, sobretudo, Síndrome de Guillain-Barré, esse número mais que dobrou. Agora, equipes de 12 hospitais estão capacitados para atender pacientes. Anteriormente, eram cinco unidades na lista de referência.

Antes do aumento da demanda, estavam prontos para receber esses pacientes as equipes dos Hospitais da Restauração (HR), Clínicas (HC) e Oswaldo Cruz (Recife), Regional do Agreste (Caruaru) e Dom Malan (Petrolina).

A partir deste mês, entraram em cena os profissionais de mais sete Hospitais: Getúlio Vargas, Otávio de Freitas (HOF), Correia Picanço e Pelópidas da Silveira (Recife), além de Mestre Vitalino (Caruru), Miguel Arraes (Paulista) e Dom Helder Câmara (Cabo de Santo Agostinho). Além deles, a Associação de Assistência à Criança deficiente (AACD), na capital pernambucana, atende a casos específicos de reabilitação.

O diretor-geral de Assistência Farmacêutica de Pernambuco, Mário Moreira,  explicou  que esta semana foi realizada uma capacitação para os profissionais dos novos hospitais integrados a essa rede de apoio. Eles são responsáveis, principalmente, pelo processo de infusão de imunoglobulina humana, procedimento essencial no tratamento da Síndrome de Guillain-Barré.

“O paciente com essa síndrome deve ser tratado até o quinto dia depois do diagnóstico.  Isso garante aumenta a chance de sucesso na luta contra a doença”, afirma. A síndrome é uma das formas agravadas de sequelas provocadas pelo vírus da Zika.

Um estudo feito no HR, principal referência no estado para esse tipo de problema, reuniu 180 casos de manifestações variadas de problemas neurológicos provocados por arboviroses, de dezembro de 2014 a março deste ano. Desse quantitativo, 60 pacientes desenvolveram a Síndrome de Guillain-Barré.

O  procedimento de infusão de imunoglobulina humana é considerado fundamental no tratamento da síndrome. Existe um protocolo de tratamento que leva em conta o peso do paciente. O doente deve receber diariamente o medicamento, fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A ampliação do serviço será importante para a descentralização e melhoria do atendimento. Com as novas unidades, também teremos mais profissionais habilitados a atuar nesses casos de arboviroses graves”, acrescentou Moreira.