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Menos risco no fim da gestação

Um estudo publicado pelo The New England Jounal of Medicine concluiu que infecções tardias pelo zika em grávidas, a partir do terceiro trimestre da gestação, trazem menos risco aos bebês. Os pesquisadores dizem não ter encontrado defeitos congênitos evidentes em 616 bebês de mães que apresentaram os sintomas causados pelo vírus. Todas as gestantes estavam no terceiro trimestre da gravidez.

A epidemiologista e autora do relatório, Margaret Honein, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), alertou que os dados publicados ainda são preliminares. No entanto, segundo ela, informes de outros países também sugerem que o vírus é mais perigoso para o feto no início da gravidez.

No Brasil, o número de notificações do zika passa de 127 mil, segundo Ministério da Saúde. A malformação mais comum decorrente da infecção é a microcefalia, que atinge o bebê ainda durante a gravidez.

A chefe da infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, Ângela Rocha, destacou que o que se tem observado é que o vírus tem maior potencial ofensivo sobre os fetos nos primeiros quatro meses, principalmente para a ocorrência a microcefalia. “Quando acontece a infecção intraútero depois do quinto mês, as estruturas cerebrais do bebê já estão formadas”, comentou.

Contudo, a médica alertou que o zika pode ter outras apresentações no bebê e que isso pode acontecer em outros períodos gestacionais.