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Exercício físico contra Alzheimer

Mudanças de comportamento são comuns em portadores do mal de Alzheimer. Agir com agressividade ou perder o interesse em atividades que sempre agradaram são exemplos de condutas encontradas nas pessoas com a demência. Estudantes de Educação Física da UFPE estão buscando uma alternativa para amenizar esses sintomas comportamentais por meio de exercícios físicos e estimulação cognitiva. A ideia é melhorar a qualidade de vida dos pacientes e dos cuidadores. As atividades físicas, por outro lado, não têm poder contra o avanço da doença, de acordo com os especialistas.

A partir de um projeto piloto, na iniciação científica da UFPE, os alunos já conseguiram bons resultados. Lêda Costa, 69, esposa e cuidadora de um dos voluntários, de 79 anos, atestou que ele mudou a forma de se relacionar depois que passou a fazer os exercícios. “Ele era muito retraído. Depois que passou a participar da pesquisa ele começou a conversar mais. Ficou ativo e dinâmico. Nós fomos beneficiados”, declarou.

Para participar da pesquisa, o familiar ou o cuidador responsável deverá comparecer ao Ambulatório de Neurologia Cognitiva e Comportamental, no 2º andar do Hospital das Clínicas (HC), em uma das três primeiras segundas-feiras de julho ou agosto, das 9h às 12h, portando exames já realizados e medicamentos em uso. O paciente não deverá comparecer no primeiro dia. Serão realizados, por ordem de chegada, dez atendimentos por dia. Os voluntários, sempre acima de 60 anos, devem ter sido diagnosticados com a doença em estágio leve.

De acordo com a neurologista do HC Terce Mota, não se pode falar na prevenção do Alzheimer, pois a doença é 90% esporádica e multifatorial. Fatores genéticos afetam os outros 10%. Contudo, pode-se diminuir a probabilidade do seu desenvolvimento a partir da prática de atividades físicas, de uma boa alimentação e da leitura.