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Oncologista defende teste em tumor sólido

Folhapress – O estudo era de fase 1: pequeno, preliminar e com poucos pacientes (46). Um de seus objetivos era verificar a segurança. E foi visto que pacientes com uma forma mais branda da doença eram razoavelmente protegidos dos efeitos inflamatórios – nenhum foi afetado enquanto 44% dos que tinham versão mais grave tiveram complicação. Os pacientes mais graves também estão mais sujeitos à toxicidade no sistema nervoso.

A saída, afirma Phillip Scheinberg, é otimizar ainda mais o processo, além de se valer de outras moléculas para deixar o tratamento mais seguro, como o anticorpo tocilizumabe. A sobrevida após um ano ficou em 73% e 57% para os grupos menos e mais graves, respectivamente. Também está inversamente associada à melhor eficácia do tratamento a idade dos pacientes em tratamento.

O trabalho foi apresentado no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) de 2016, que aconteceu em Chicago entre 3 e 7 de junho.

Tumor sólido

A esperança dos oncologistas é levar esse “caso de sucesso” para os tumores sólidos (como de pulmão ou ovário). No entanto, apesar de a abordagem fazer sentido, não houve grande progresso. A saída seria mexer na estrutura desses receptores quiméricos, fazendo que eles encontrem outros marcadores, além do CD19, que possam estar presentes na superfície de outras tipos de células cancerosas.

“As células T CAR foram estudadas mais extensivamente em malignidades hematológicas (neoplasias de célula B), em que vimos resultados arrebatadores”, diz o oncologista Mauro Zukim, do Grupo COI, do Rio. “No entanto, o modelo de tratamento dos tumores sólidos é mais desafiador do que as malignidades de células B com células CAR-T por causa das características da estrutura, escassez de antígenos específicos e forte ambiente imunossupressor desses tumores”, diz.