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Soropositivos sem medicação

Soropositivos do estado reclamam da falta de medicamentos contra Infecções Oportunistas (IO), oferecidos na rede pública pela Secretária Estadual de Saúde (SES). Essas doenças, como pneumonia, herpes e tuberculose, surgem num momento em que o indivíduo apresenta baixa na imunidade. A condição de portadores de HIV/AIDS fica ainda mais delicada nesses casos. Se não possuem uma boa adesão ao coquetel (conjunto de remédios que tomam diariamente), são mais vulneráveis a esses males. Uma gripe, no caso deles, pode levar a óbito. Apesar das denúncias envolverem uma listagem de medicamentos que raramente estão em estoque, três remédios tiveram sua falta confirmada: sulfametoxazol 40mg/ml usado em composto com trimetoprima 8mg/ml suspensão oral, pravastatina 20mg e azitromicina 500mg. Este último é de uso exclusivo para os soropositivos.

Representante da Rede Nacional de Pessoas que vivem com HIV/AIDS (RNP+PE), José Cândido da Silva, 53, milita na área há 16 anos e relata que a falta de pravastatina é recorrente. “Já entramos com pedidos e ações no Ministério Público de Pernambuco e na Secretária Estadual de Saúde, sempre sem resposta. Não são só esses medicamentos que faltam, nem só os que atendem o nosso grupo”, lamentou.

Em nota, a SES confirmou a falta desses medicamentos. Afirmou que “não tem medido esforços para manter os estoques de medicamentos abastecidos”. As empresas que fornecem os fármacos pravastatina de 20 mg e azitromicina de 500mg atrasaram as entregas e já foram notificadas judicialmente pelo Estado. Novas licitações também já estão abertas para solucionar a situação. O medicamento sulfametoxazol de 40mg + trimetoprima de 8 mg não encontrou fornecedores, isto é, nenhuma empresa compareceu ao processo licitatório.