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Mutirão examina crianças em escolas de Jaboatão

Coceira, vermelhidão, sensação de que há “areia” nos olhos. Os sintomas de tracoma, uma inflamação que pode levar à cegueira, se assemelham a várias doenças oftalmológicas, mas um exame simples pode confirmar e prevenir complicações. Em Jaboatão dos Guararapes, a Campanha Nacional de Hanseníase, Geohelmintíases e Tracoma está visitando escolas de Cajueiro Seco e Muribeca. Até sexta-feira, os mutirões são destinados a identificar a presença do tracoma. Nesse período, apenas os alunos serão examinados, pois são o grupo de maior risco. Na segunda foram mais de 800, com dez casos confirmados. Hoje a Escola Municipal Barão de Muribeca será visitada. Amanhã e sexta, o mutirão acontece na Estelita Mendes. Existem, aproximadamente, 1,3 milhão de cegos por tracoma no mundo.

Se descoberto cedo, o tracoma é combatido como uso de antibiótico. “O exame é simples. Só precisamos levantar e examinar a pálpebra com uma lupa. Se encontrarmos a bactéria, administramos o Azitromicina”, explicou a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Mirela Melo. O acompanhamento do paciente é feito por um ano, com duas visitas semestrais, para confirmar a cura. Familiares também são examinados, já que a inflamação é contagiosa. A bactéria do tracoma é transmitida por contato direto ou entre objetos. “Ela é extremamente ligada à higiene, por isso também lembramos às crianças a importância de lavar as mãos. Compartilhar objetos pessoais como maquiagem, toalhas, lençóis e fronhas também propicia o contágio”, alertou a coordenadora. A higiene de alguém com tracoma não precisa ser diferenciada, mas ele deve ter objetos de uso próprio não compartilhados.