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Crianças alfabetizadas no Huoc

Luedson Gomes Vilela aprendeu a ler aos 8 anos,mas não numa escola, como a maioria dos meninos da sua idade. Diagnosticado com linfoma de Hodgkin, há mais ou menos um ano, os rabiscos iniciais aconteceram na primeira classe hospitalar do Estado, no Centro de Onco-Hematologia Pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Ceonhpe/Huoc). A iniciativa conseguiu com que 19 crianças do Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer (GAC) passassem de ano nas escolas de origem e outras quatro fossem alfabetizadas.

Os dados são referentes ao primeiro ano de funcionamento do projeto e foram divulgados em virtude do Setembro Dourado,mês de conscientização sobre o câncer infanto-juvenil. Desde a inauguração do projeto, em março de 2015, a professora Cristiane Pedrosa já prestou assistência a 28 pacientes. “O câncer já te dá o luto antes mesmo de começar o tratamento. Tem que quebrar isso, construir uma relação de confiança.”

O laço estabelecido com Luedson, omais recente alfabetizado, comprova a eficácia do “estar perto”. “Aprendi a ler, escrever meu nome. Mas gosto mais de pintar e escrever”, disse. A leveza do ambiente parece reduzir, inclusive, a solidão das crianças e o nível de estresse durante o tratamento. “Para ele, que fica na cama o dia inteiro, é bom ir para a sala de aula, é uma atividade diferente”, defendeu a mãe, Aparecida Gomes da Silva. Diagnóstico precoce Se o Outubro Rosa e o Novembro Azul chamam atenção para a importância da prevenção do câncer em mulheres e homens, as particularidades da doença infantil ganham espaço neste mês. A ideia, segundo a presidente de GAC, Vera Morais, é que os pais fiquem atentos aos sinais. A oncologista aponta que países desenvolvidos têm índice de cura de 75%. OBrasil não chega nem a 50%.