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Hospital da mulher faz 5º mutirão de consultas

Pela primeira vez, o Hospital da Mulher do Recife, no bairro do Curado, Zona Oeste da cidade, realiza mutirão de consultas para pacientes que tiveram chicungunha e permanecem com dores crônicas nas articulações meses após a infecção pelo vírus. A ação será na próxima quinta-feira e atenderá 45 mulheres no ambulatório de reumatologia do hospital, onde será feito tratamento específico para o comprometimento nas juntas causado pela doença. Para receber o atendimento especializado, elas procuraram inicialmente as unidades da atenção básica (Upinhas e postos de saúde), onde foram avaliadas e encaminhadas para o Hospital da Mulher.

Assim como essas pacientes, entre 30% e 40% dos casos de pessoas que têm chicungunha evoluem para a forma crônica da doença, aquela em que há persistência da dor articular, que compromete a qualidade de vida e a realização de atividades simples do dia a dia, como pentear o cabelo ou simplesmente caminhar.

As dores intensas nas articulações dos pés e mãos, dedos, tornozelos e pulsos também podem ser acompanhadas por edemas. Um quadro como esse, segundo os especialistas, exige tratamento medicamentoso, acompanhamento de profissionais de fisioterapia, necessidade de repouso e uso de compressas frias como medida analgésica nas articulações.

“O vírus da chicungunha tem predileção pelo músculo e pela articulação. Isso leva a um processo inflamatório e à lesão articular na fase aguda (no início da infecção e dura cerca de dez dias). Há uma hipótese de que o vírus permanece na articulação, o que justificaria a perpetuação do processo inflamatório por meses após a infecção”, revela o médico Carlos Brito, para explicar por que o sistema de saúde precisa se reorganizar para oferecer tratamento especializado a médio e longo prazo às pessoas que adoecem pelo vírus.

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