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Júri popular condena réus por morte de cirurgião

Dois envolvidos na morte do cirugião torácico Artur Eugênio foram condenados ontem por um júri popular em Jaboatão. Cláudio Amaro Júnior, filho do suposto mandante do crime, recebeu pena de 34 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. Já Lyferson Barbosa da Silva foi condenado a 26 anos e quatro meses em regime fechado.

A sentença foi anunciada de madrugada pela juíza Inês Maria de Albuquerque, após cinco dias de júri. O pai da vítima, o engenheiro mecânico Alvino Luiz Pereira, 65, ficou satisfeito com o resultado. “A família quer agradecer à polícia e à Justiça de Pernambuco, à juíza Inês, às promotoras e ao advogado da família pelo trabalho bem feito”, afirmou. Os defensores dos acusados também já entraram com recurso, pedindo a redução da pena.

O julgamento do cirurgião Cláudio Amaro Gomes, que seria o mandante, ainda não tem data para acontecer. O Tribunal de Justiça negou recurso que pedia julgamento sem júri popular, mas a defesa vai apelar junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

A decisão da 4ª Câmara Criminal do TJPE quanto ao recurso do médico ainda não foi publicada. A partir do momento da sua publicação, seus advogados terão o prazo de 15 dias para entrar com apelação junto ao STJ.

Em Brasília, há outros dois recursos sendo analisados. Em dezembro, o advogado de Cláudio Amaro pediu que ele fosse beneficiado com prisão domiliciar, alegando que o seu cliente estava com de um quadro de hemocromatose, doença que causa o acúmulo de ferro no organismo. Mesmo pedido também foi negado na semana passada pela 4ª Câmara Criminal do TJPE. Em fevereiro desse ano, também foi solicitado ao STJ habeas corpus para que aguardasse em liberdade o julgamento. Os dois casos vêm sendo acompanhados pelo ministro relator Reynaldo Soares da Fonseca. Outro suspeito, Jailson Duarte Cesár, também terá sua data de julgamento marcada.

Artur Eugênio foi encontrado morto no dia 12 de maio de 2014, na BR 101, no bairro de Comporta, em Jaboatão. Segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado por desentendimentos profissionais entre a vítima e o médico, Cláudio Amaro Gomes.

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