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Coração protegido desde a infância

José Listeu, 41 anos, vai fazer sua segunda cirurgia cardíaca para a troca da válvula protética que colocou há nove anos. Quando era criança, ele teve febre reumática e voltou a ter a doença na pré-adolescência. Por não ter feito o tratamento adequado, a doença acabou se agravando e comprometeu a válvula aórtica do coração. Aos 32 anos fez sua primeira cirurgia e passa por novos exames para realizar mais uma troca de válvula.

O que José aprendeu e muitos outros brasileiros ainda não conhecem são os perigos das doenças cardíacas nos períodos da infância e da adolescência. “Quando tive os primeiros sintomas de dores nas articulações, pensávamos que era porque jogava muita bola. Nunca imaginamos que seria isso. Depois também não completamos o tratamento”, contou. O Dia Mundial do Coração, comemorado hoje, renova o alerta de que as doenças cardíacas ainda são as maiores causadoras de mortes no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Brasileira de Cardiologia, estima-se que mais de 300 mil pessoas morrem anualmente no país por complicações, com média de um óbito a cada três minutos. Mas é possível evitar os problemas desde cedo.

Geralmente as doenças cardíacas são associadas pela população à idade. Esse erro comum, entretanto, leva muitos jovens a se despreocuparem com a saúde, e o grande problema está no estilo de vida que levam. Segundo a cardiologista Diana Lampreia, a má alimentação, o sedentarismo, o colesterol alto, a obesidade, o tabagismo, o álcool e o estresse são apenas alguns dos hábitos considerados fatores de risco. “Já é comum termos crianças obesas, e essa é uma das condições mais relacionadas a doenças cardíacas. Uma criança obesa será um adulto obeso, e terá maior propensão a desenvolver uma doença cardiovascular”, explica.

Ainda de acordo com a cardiologista, os maiores vilões são mesmo a má alimentação e o sedentarismo. A quantidade de sal, de gorduras saturadas e de carboidratos consumidos diariamente aumentam os riscos de hipertensão e outras doenças relacionadas ao coração. “Nós deveríamos consumir entre 1,5 e dois gramas de sal por dia. É uma quantidade mínima. São hábitos simples que podem ser tomados em casa, como tirar o saleiro da mesa e extinguir os salgadinhos da dieta”, afirma. “Na adolescência e na fase adulta, quando se tem menos tempo, a opção mais prática e rápida é o fast-food, a dieta descontrolada. Além disso não sobra tempo para atividades físicas. Isso não pode acontecer”, ressalta. Evitar as doenças cardíacas pode parecer difícil, mas a receita existe. “Uma dieta balanceada e com pouco sal, praticar atividades físicas ao menos três vezes na semana, não fumar, evitar álcool em demasia e ter um momento de lazer, para descansar em família. Isso é o mais importante”, completa a médica.

CAMPANHA

Em comemoração ao Dia Mundial do Coração, a Prefeitura do Recife realizará um evento no Centro Médico Senador José Ermírio de Moraes. O início será às 6h30 com um aulão com a equipe do Programa Academia da Cidade e o Projeto Bom Dia. A programação oferece ainda exames de aferição de pressão arterial e distribuição de material educativo. O objetivo é incentivar os cuidados com o coração, principalmente entre pacientes hipertensos e diabéticos.

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