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Os direitos das mães vítimas do zika vírus

Os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres no contexto da epidemia do zika vírus foram tema de um seminário realizado ontem, que reuniu representantes da ONU, através do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), das secretarias de Saúde de Pernambuco, do Recife, de Jaboatão e da Secretaria da Mulher do Recife, além de representantes da AMAR (Aliança de Mães e Famílias Raras), operadores de direito e mães de crianças com microcefalia em decorrência do zika. A discussão enfocou a criação de políticas públicas para garantir o direito das mulheres.

Com o objetivo de debater temas como o acesso à informação correta e aos métodos contraceptivos, o seminário Mais Direitos, Menos Zika trouxe à tona as necessidades, demandas e expectativas de mulheres e famílias afetadas pela epidemia. “Temos que pautar quem são essas mulheres atingidas e o desejo de ter um filho, o tipo de informação que chega até ela e os serviços existentes, uma vez que o zika é prevenível”, afirmou Silvia Cordero, secretária da Mulher de Pernambuco.

A informação sobre os métodos contraceptivos e o serviço público de atendimento foram pautas do debate. “Precisamos considerar questões estruturais, como o planejamento da vida reprodutiva. É curioso que o Brasil tenha uma prevalência dos métodos contraceptivos muito elevada. A maioria das mulheres utiliza algum método. No entanto, mais da metade das gestações é indesejada. Isso significa que elas não estão recebendo atenção qualificada”, afirmou Jaime Nadal, representante da ONU no Brasil.

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