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Pernambuco tem 105 municípios vulneráveis a surto

O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado pelo Ministério da Saúde em conjunto com os municípios ao longo do ano, aponta que 105 cidades encontram-se em situação de alerta ou risco de surto de dengue, chikungunya e zika em Pernambuco. Trinta e oito municípios estão em risco e 67 em alerta, entre eles o Recife. Outros 35 têm situação satisfatória. Os dados foram apresentados ontem pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, que divulgou a nova campanha para combate ao mosquito transmissor das três doenças. A ação chama a atenção para as consequências da chikungunya, zika e dengue, além da importância de eliminar os focos do Aedes.

“Para este ano, esperamos uma estabilidade nos casos de dengue e zika. Como a chikungunya é uma doença nova e muitas pessoas ainda estão suscetíveis, pode ocorrer aumento de casos” explicou Barros. Ele ressaltou, no entanto, que o Sistema Único de Saúde (SUS) está qualificado para o atendimento destas pessoas.

Dos 3.704 municípios brasileiros que estavam aptos a realizar o LIRAa (aqueles que têm mais de dois mil imóveis) 62,6% (2.284) participaram da edição deste ano. Em comparação com 2015, houve um aumento de 27,3% em relação ao número de municípios participantes. Realizado em outubro e novembro deste ano, o levantamento é um instrumento para o controle do Aedes. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os tipos de depósito onde as larvas foram encontradas e priorizar as medidas mais adequadas para o controle do Aedes no município.

Atualmente, o levantamento é feito a partir da adesão voluntária de municípios. O ministro Ricardo Barros, no entanto, vai propor que a participação seja obrigatória a partir de 2017. A proposta será apresentada na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) entre estados, municípios e União, no próximo dia 8 de dezembro.

quadro nacional

Das 22 capitais das quais o Ministério da Saúde recebeu informações sobre o LIRAa, apenas Cuiabá está em situação de alto risco. São nove as capitais em alerta – Aracajú, Salvador, Rio Branco, Belém, Boa Vista, Vitória, Goiânia, Recife e Manaus; e 12 satisfatórias – São Luiz, Palmas, Fortaleza, João Pessoa, Teresina, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Macapá, Florianópolis, Campo Grande e Brasília. O Ministério da Saúde não recebeu informação sobre Maceió, Porto Velho e Curitiba. As cidades de Natal e Porto Alegre adotam outra metodologia.