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Remédio poderá subir até 5,1% neste ano, diz Interfarma

Depois do aumento autorizado de 12,5% em 2016, os preços de medicamentos no país terão reajuste bem mais baixo neste ano. Segundo cálculo preliminar da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o aumento mínimo deve ficar entre 1,47% e 1,7% e o máximo, entre 4,87% e 5,1%.

A entidade considera três faixas de reajuste, incluindo a intermediária que vai de 3,17% a 3,4%. A estimativa oficial da Interfarma será conhecida após a divulgação da variação do IPCA em 12 meses até fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na sexta-feira. Já o anúncio do governo deve ocorrer no fim do mês.

Para calcular os índices preliminares, a Interfarma levou em consideração os fatores X (produtividade) e Y (câmbio) já divulgados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), de 3,4% e zero, respectivamente, e as estimativas de IPCA médio e máximo do Banco Central. Falta apenas conhecer a inflação de fevereiro.

Confirmado esse nível de reajuste, a indústria farmacêutica brasileira terá registrado 12 anos, com exceção de 2016, de aumentos autorizados pelo governo federal menores do que a inflação do período e que a taxa de correção dos valores de planos de saúde. E a expectativa é que essa tendência se mantenha no próximo ano.

“O reajuste é autorizado mas não é aplicado, por causa dos descontos praticados”, observa o presidente-executivo da entidade, Antônio Britto. No segmento de genéricos, que está na faixa máxima (de até 5,1%), por exemplo, a elevada concorrência historicamente impede a aplicação do aumento autorizado. O reajuste também não é refletido nos medicamentos vendidos ao governo, diz Britto, diante do desconto mínimo obrigatório de 19% mais os descontos decorrentes de negociação.

Por outro lado, o executivo afirma que a “estabilidade da regra do jogo” é importante. “A indústria reconhece como importante haver reajuste, em todo mês de março, com base em uma fórmula conhecida”, diz. “O grande vilão é o custo, que prejudica muito o investimento farmacêutico no país”.