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Brasil registrou quase 50 mil casos de dengue em 2017; doença é perigo também para grávidas

Apesar dos casos de febre amarela ter explodido no País e estar preocupando os brasileiros, a dengue ainda continua a ser uma doença preocupante e que tem passado desapercebida nos últimos meses. O Ministério da Saúde registrou 48.177 casos da doença no Brasil entre o início de janeiro deste até dia 18 de fevereiro, de acordo com último balanço da pasta. A região mais afetada é a Sudeste – que concentra 38,7% dos infectados pelo vírus no País.

A grande preocupação é as grávidas, alerta a pediatra e pesquisadora clínica do Instituto Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz, Consuelo Silva de Oliveira. De acordo com a médica, o vírus da dengue pode induzir na grávida infectada, o aborto e o parto prematuro – além de, possivelmente, algumas complicações para a saúde do bebê, alerta a médica.

– Em casos em que o vírus foi detectado dentro do útero, descobriu-se que o feto pode nascer com sintomas de dengue grave. Um dos mais conhecidos é o derrame cavitário, que é o acúmulo de líquido ou gás dentro das cavidades que envolvem o pulmão e o coração do recém-nascido, por exemplo.

De acordo com a pediatra, no Brasil quatro sorotipos do vírus da dengue circulando em território nacional. A situação preocupa porque, a cada ano, a doença mata mais de 25 mil pessoas no mundo.

Redução de casos graves

Apesar disso, felizmente, chama atenção ainda a redução no número de casos avançados da doença nestas primeiras semanas de 2017. De acordo com Ministério da Saúde, foram registrados apenas nove casos de dengue grave no Brasil este ano, enquanto no ano passado eram 315 casos no mesmo período.

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Segundo Consuelo, os médicos no Brasil passaram a adotar a classificação de dengue grave – e não hemorrágica – para os casos mais avançados da doença em conformidade com recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde). A mudança de parâmetro aconteceu porque pesquisas constataram que a hemorragia não é a maior causa das mortes por dengue, ao contrário do que se pensava.

– Antes, muitos médicos esperavam o paciente sangrar para constatar que a dengue já se encontrava em estágio mais grave. Agora, já se sabe que não é bem assim. Como o vírus induz o organismo a perder líquidos – os líquidos saem dos vasos sanguíneos e vão para outros espaços -, a pessoa doente pode sofrer o chamado choque hipovolêmico.

Esse choque, de acordo com a médica, causa uma falha do sistema circulatório em manter um volume adequado de sangue nos órgãos vitais. “O que mata na dengue é esse choque, e não a hemorragia. Mas é sempre bom ressaltar que a dengue é, sim, uma doença potencialmente hemorrágica, em que as alterações na coagulação sanguínea levam ao sangramento de vasos na pele e órgãos internos”, completa.

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