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Surto infeccioso adia cirurgias na maior maternidade de Pernambuco

Um surto infeccioso de origem ainda desconhecida levou à suspensão de procedimentos no bloco cirúrgico do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), considerado a maior maternidade de Pernambuco em número de atendimentos. A medida foi tomada após a gestão do hospital-escola da Universidade de Pernambuco (UPE) notificar 18 casos de infecção hospitalar nos últimos dois meses.

O número é considerado alto, uma vez que a média mensal é de um a dois casos. Das pacientes tratadas, nove ainda permanecem internadas na unidade. Elas contraíram infecção na incisão cesariana. Durante todo o dia de segunda (12), o bloco passou por higienização, processo que incluiu da lavagem com água e sabão à limpeza do sistema hidráulico e tubos de ar condicionado. A previsão é que o espaço volte a funcionar normalmente, às 19h desta terça (13), após quatro dias fechado.

Para atender partos e cirurgias de urgência, uma sala foi montada provisoriamente no térreo da maternidade. “A central de parto do Estado está distribuindo a demanda para outras unidades hospitalares, mas improvisamos um bloco para demandas espontâneas.

Se alguma gestante entrar em trabalho de parto na rua do hospital, não poderemos deixar de atender. Mas, medidas de controle de infecção já estão sendo tomadas e a Apevisa (Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária) já verificou e viu que estamos aptos para funcionarmos normalmente amanhã (hoje)”, assegura o gestor executivo do Cisam-UPE, médico Olímpio de Moraes Filho. Os procedimentos agendados tiveram que ser remarcados, já que o fechamento do bloco atrasará o cronograma. Por mês, 280 cirurgias – entre obstétricas e ginecológicas – são realizadas.

De acordo com Moraes Filho, a infecção foi causada por múltiplos agentes, ou seja, é polimicrobiana. Mesmo verificando a água e as salas da unidade, não foi possível descobrir a origem do problema. Apenas que o compartimento afetado era o bloco cirúrgico. “Infecção hospitalar é algo que todo hospital tem, mas como está acima do tolerável, foi preciso esvaziar o bloco para higienização. É o procedimento padrão de controle quando um quadro do tipo é constatado”, explica o gestor, reforçando que a situação não é de alarde. Os demais serviços na maternidade, como triagem, não foram interrompidos. Após a limpeza do bloco, as paredes passaram por raspagem e receberam nova pintura.