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Planos de saúde bem avaliados

Por outro lado, avalia a advogada Renê Patriota, o nível está elevado porque quem tem queixa está deixando o serviço

Após o desejo de ter uma casa própria e de proporcionar uma educação de qualidade ao seu filho, o que o brasileiro verdadeíramente almeja é ter um plano de saúde privado. Ante a realidade precária da saúde pública do País. evidentemente, essa garantia virou um artigo fixo na lista de sonhos de consumo. Mas aqueles que conseguem se realizar e. quando vinculado ao emprego, mantém o beneficio, estão muito satisfeitos com o plano. É o que aponta o Instituto de Estudo de Saúde Suplementar (IESSi, quando revela que oito a cada dez usuários estão contentes com os serviços das operadoras – isso representa 80% dos beneficiários. Em comparação com 2015, a porcentagem cresceu 5%.

E o bom resultado se repete em algumas Regiões Metropolitanas, como Recife; São Paulo: Belo Horizonte; Salvador. A capital pernambucana. por exemplo, saltou dos 69% de satisfeitos em 2015 para 84% neste ano. “É um resultado bastante significativo. Reflete 0 compromisso de todo 0 setor de saúde suplementar de garantir a qualidade dos serviços prestados a seus beneficiários”, comentou o diretor da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Pedro Ramos. Para ele. 0 principal motivo para 0 grau de contentamento dos consumidores ter melhorado é a qualidade do atendimento – quesito que, segundo 0 diretor, as operadoras vêm se aperfeiçoando.

Em contrapartida. 0 número de pessoas que tem plano de saúde só cai. De junho de 2015 até maio deste ano. foram mais de dois milhões de usuários que deixaram 0 beneficio. Isso de acordo com a Sala de Situação da Agência Nacional de Saúde (ANS). Na opinião da advogada e presidente da Associação de Defesa dos Usuários de Seguros. Planos e Sistemas de Saúde. Renê Patriota, o nível de satisfação está elevado porque quem tem queixa com plano de saúde está saindo dele. “Já temos cerca de 14 milhões de desempregados no Brasil; e a maioria dos planos é empresariais. Ou seja, as camadas mais pobres da população – que perderam suas ocupações – se sujeitam a planos mais baratos e de menor abrangência. E são esses que geram mais dor de cabeça”, explica Renê.

Renê acompanha ações na Justiça todos os dias e afirma que as queixas continuam as mesmas. Isso é falta de cobertura, reajuste abusivo, negativas de exames e procedimentos, entre outros. “Quem não reclama é porque tem condições de pagar por planos mais caros”, resume. Para ela. a diminuição de vínculos empregaticio é o principal motivo para 0 bom resultado da pesquisa.