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Greve dos médicos reduz atendimentos nas unidades de saúde do Reci

Médicos da rede pública do Recife iniciaram nesta quarta-feira (20) uma paralisação de 72 horas e, segundo a categoria, 90% dos 112 postos do programa Estratégia de Saúde da Família não funcionaram hoje. Os trabalhadores também afirmaram que não teve atendimento no serviço ambulatorial de 70% dos postos de saúde. Por outro lado, a Prefeitura afirmou todas as unidades da rede municipal operaram normalmente.

Por meio da Secretaria de Saúde do Recife, a gestão relatou que pacientes também foram acolhidos pelas equipes de enfermagem. Outros serviços, como consultas odontológicas, vacinação e exames, ocorreram normalmente.

De acordo com o diretor jurídico do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Walber Steffano, funcionaram apenas os serviços de emergência e urgência e setores de vacinas dos postos de saúde. “O entra e sai nos postos pode ter sido causado porque os enfermeiros podem ter trabalhado, mas não houve atendimento médico”, disse.

A Secretaria de Saúde do Recife informou que os usuários que não receberam atendimento, devido à mobilização, serão informados de novo agendamento.

Reivindicações
Em nota, a Prefeitura disse que a Secretaria de Planejamento, Administração e Gestão de Pessoas se colocou aberta à negociação com todos os servidores municipais desde fevereiro deste ano e, como quarta proposta, ofereceu abono salarial de R$ 600 para as jornadas de 8 horas, proporcional para as demais jornadas; reajuste de 16,13% no vale refeição, passando de R$ 15,50 por dia trabalhado, para R$ 18. Também ofereceu reajuste de 2%, condicionada à redução do custo da folha salarial do município para 48% da receita.

Para o diretor jurídico do Simepe, essa recomposição salarial é considerada pela categoria uma “provocação”. “Se [a Prefeitura] não entrar no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, não teremos aumento. É tudo condicionado. Nós estamos pedindo 6%, com ganho real de 1% por conta da inflação”, disse.

Segurança
Sobre a cobrança do Simepe por mais segurança nas unidades de saúde, a Secretaria informou que “tem mantido contato permanente com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e a Secretaria Municipal de Segurança Urbana para discutir e reforçar as ações de fortalecimento da segurança nas unidades de saúde e no entorno delas, como a instalação de câmeras de videomonitoramento nas unidades de urgência”. “Não negamos o esforço que tem sido feito, mas faltam ações mais concretas”, rebateu Steffano.

Estrutura
Sobre a reclamação de estrutura deficiente das unidades de saúde, a Secretaria disse que, entre 2013 a 2016, foram requalificadas 112 unidades de saúde da Rede de Saúde Municipal, com investimento da ordem R$ 12 milhões. O órgão também informou que mais 24 unidades de saúde estão em processo de requalificação, com previsão de R$ 4,4 milhões de investimento.

O diretor relembrou que, em julho deste ano, uma fiscalização do Simepe na Vila dos Macacos, no Recife, exemplificou a precariedade do sistema municipal. Veja o vídeo. “A estrutura está muito aquém do que é preciso, e não só a estrutura. Temos problemas também com os plantões. A [Maternidade] Barros de Lima deveria ter três neonatologistas, mas só tem um. O [Hospital Infantil] Helena Moura também está com escala deficitária, e a Prefeitura não dá um sinal de concurso público”, alertou.