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Incentivo à doação de órgãos

Há muito tempo se fala sobre a necessidade de doação de órgãos, mas, embora muita gente tenha conhecimento da importância dessa causa, a recusa ainda é alta. No Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos – 27 de setembro -, o Ministério da Saúde informou que 43% das famílias se negam a doar, mesmo que o parente tenha manifestado interesse em vida.

Com o objetivo de incentivar a prática, a pasta lançou a campanha nacional de doação de órgãos, intitulada “Família, quem você ama pode salvar vidas”. A coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes, Rosana Reis, disse que o número de famílias que se negam a doar os órgãos de parentes é muito grande quando se observa o quadro geral. “É uma cifra de recusa muito alta, e a gente precisa trabalhar para diminuir isso”, afirmou.

Mesmo assim, o Brasil registrou recorde de doadores: 1.662 no primeiro semestre deste ano, um aumento de 16% em comparação ao mesmo período de 2016. “A gente tem uma cultura de respeito à vontade do falecido. Então, incentiva as pessoas a conversarem e pronunciarem o interesse em doar órgãos”, ressaltou Reis. “Mande um e-mail, uma mensagem, lembre seu pai, sua mãe, seu filho, seu cônjuge de que a gente precisa que essa situação seja prevista em algum momento da nossa vida familiar”, aconselhou.

De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, apesar do recorde, foi constatada a queda nos transplantes de pâncreas. Por isso, serão investidos R$ 10 milhões ao ano nesse tipo de cirurgia. “Estamos comemorando recordes e investindo mais. Transplante é uma área de muita especialização em que o Brasil é referência”, anunciou.

O país é o segundo maior sistema do mundo em números absolutos de transplantes. No primeiro semestre deste ano, foram transplantados 12.086 órgãos. A córnea-órgão, que constitui a parte anterior do olho, foi a mais frequente, com 7.865 cirurgias. Atualmente, a fila de espera para transplante tem 41.122 pessoas.

A atleta Liége Gautério foi homenageada no lançamento da campanha. Ela passou por transplante unilateral de pulmão e ganhou três medalhas em atletismo nas Olimpíadas dos Transplantados. “Há seis anos, eu recebi essa chance de viver, em função de uma família que disse “sim” para mim, para a minha família e para a minha equipe transplantadora”, agradeceu.

Liége chama a atenção para a importância da doação. “Por mais que o assunto seja tabu, é importante que as pessoas expressem sua vontade e informem à família sobre o desejo de ser doador”, incentivou.

*Estagiária sob a supervisão de Cida Barbosa