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Problemas cardiovasculares causam 29% das mortes em PE

Quase 260 mil mortes já ocorreram no Brasil por doenças cardiovasculares, de janeiro de 2017 até esta quinta-feira (28). A conta é do cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A estimativa é de uma morte por minuto, em média. Em Pernambuco, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), os problemas do aparelho circulatório são responsáveis por 29% das mortes no Estado, anualmente. Já entre as doenças circulatórias, o infarto agudo do miocárdio é a que mais mata, com cerca de 5,5 mil óbitos todos os anos.

As enfermidades cardiovasculares envolvem problemas do aparelho circulatório e do coração. Apenas com a doença isquêmica do coração, que inclui o infarto do miocárdio, o País teve uma média de 50,9 mil mortes por 100 mil habitantes nos últimos anos. O número representa cerca de 9% das causas de óbito geral dos brasileiros. Nesta sexta-feira (29), Dia Mundial do Coração, a SBC reforça a importância do monitoramento e cuidados cardíacos, seja de forma preventiva, seja de abordagem terapêutica.

“Ainda se morre muito do coração. Porém, isso vem diminuindo em função das campanhas, orientações e das tomadas de vida saudável”, afirmou o cardiologista do Real Hospital Português (RHP) e presidente da SBC em Pernambuco, Paulo Sérgio. O especialista destacou que mudanças no estilo de vida, que passam por hábitos de alimentação balanceada, atividades físicas regulares e distância do tabagismo, são pilares importantes na estratégia de prevenção.

Quando é preciso contornar os casos onde a doença já está instalada a medicina tem evoluído bastante. Paulo Sérgio destacou que o arsenal tecnológico vem contribuindo para a recuperação rápida do paciente e melhores prognósticos. Entre os avanços estão as cirurgias minimamente invasivas e dispositivos inteligentes, que dão cada dia mais autonomia ao cardíaco. “É o mínimo de agressividade com o máximo de eficiência”, pontuou. Entre os avanços, estão implantes por cateter e marcapassos acoplados a desfibriladores.

A dona de casa Gerlane Cavalcante, 20 anos, por exemplo, foi salva com a ajuda desses novos aparatos high tech. Vinte e sete dias após dar à luz seu primeiro filho, ela foi internada às pressas no Hospital Dom Hélder Câmara (HDH) com miocardite periparto, um quadro de insuficiência cardíaca que ocorre em mulheres no final da gestação ou no puerpério (fase pós-parto), e que tem alto índice de mortalidade.

“O médico disse que a situação era muito grave e que minha filha só tinha 20% do coração funcionando”, relembrou o pai, o auxiliar de serviços gerais, Ivanildo Cavalcante. Para dar suporte ao coração doente, um artificial entrou em cena: o aparelho de oxigenação por membrana extracorpórea, conhecido por ECMO. Com a ajuda dele, a paciente saiu do risco de morte. Com a função cardíaca estabilizada, hoje Gerlane se recupera em casa.