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As chances de cura com o diagnóstico precoce

Para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, o Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. A campanha também estimula a participação de empresas e entidades. Funcionárias do Diario de Pernambuco participaram de uma palestra sobre o tema ontem, dia mundial de combate à doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, somente em 2016 foram registrados 57.960 casos. Em 2014, a enfermidade foi responsável por 14.622 mortes, na maioria de mulheres, já que os homens respondem por apenas 1% dos diagnósticos.

Este tipo de câncer se dá pela multiplicação de células anormais na região mamária, que resulta na formação de um tumor com potencial de invadir outros órgãos. De acordo com a enfermeira e palestrante Karoline Bertoldi, o índice de cura é alto quando o tumor é detectado em seu estágio inicial. “O grande problema da população brasileira é que atualmente temos uma medicina curativa. Queremos fazer uma medicina preventiva para diagnosticar mais cedo as doenças, possibilitando um tratamento mais adequado. No caso do câncer de mama, são 95% de chance de cura se for diagnosticado no começo”, explicou.

Ainda assim, o tratamento tardio não implica necessariamente em insucesso. Aleide Souto, gerente comercial do Diario de Pernambuco, descobriu que tinha a doença aos 29 anos, depois de fazer um autoexame. Decidiu iniciar o tratamento cerca de um ano depois de ter sido diagnosticada. “Na época eu achei que era uma coisa simples, que não era nada demais. Estava tomando banho e decidi fazer um autoexame, quando senti que tinha um nódulo na mama. Eu ainda trabalhava como autõnoma quando tive a doença e por isso decidi adiar”, lembrou.

Aprendizado
Para quem não precisou passar por uma experiência como essa, o momento serviu como um alerta e aprendizado. “A conscientização é muito importante, pois a mulher de hoje não pensa muito nessas questões, devido às suas diversas ocupações em casa e no trabalho. É de suma importância que passe a olhar para o próprio corpo, para que possa lidar da melhor maneira com a doença”, disse a funcionária Adenilda Barros.