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Na prevenção do câncer de próstata

Há 17 anos, quando reuniu os médicos do Ambulatório Maria Fernanda para a Campanha de Prevenção da Próstata, o urologista José Nogueira não imaginava que a sua preocupação em torno do câncer seria tema de uma das campanhas de saúde mais fortes no mundo: o Novembro Azul. “Não havia uma grande campanha. Conversei com alguns laboratórios e pedi apoio para realizarmos o projeto no Maria Fernanda. Minha expectativa era atender cerca de 300 homens com a ação. Para minha surpresa, recebemos mil homens! Foi um resultado surpreendente de um projeto pioneiro, desenvolvido pelo Real Hospital Português”, destaca o especialista.

Com 49 anos de carreira dedicados à urologia – começou a frequentar o hospital ainda como estudante de medicina – José Nogueira reconhece a importância da sua iniciativa no ano 2000. “Hoje, os outros hospitais incorporaram isso à sua rotina. Naquele ano, fizemos sozinhos, focando a população do Coque, que é um bairro vizinho ao hospital, mas veio o Recife todo… Hoje temos o Novembro Azul. É muito importante que, pelo menos uma vez no ano, a prevenção ao câncer de próstata seja incentivada”, salienta o urologista. Os números corroboram: um em cada seis homens desenvolve câncer de próstata. 

Para tratar o segundo tipo de câncer que mais acomete o público masculino – o primeiro é o de pele – o Real Hospital Português oferece atendimento urológico, no Real Uro e em clínicas particulares presentes no complexo, além do centro integrado de oncologia. Só no Real Uro, a unidade hospitalar conta com 12 urologistas. 

“O tratamento evoluiu muito. Veio a cirurgia chamada prostavesiculectomia radical, que foi um marco e hoje é feita via laparoscopia e robótica. Quando a neoplasia está encapsulada, a cirurgia resolve. Para casos com metástase, há a radioterapia e a quimioterapia . O tratamento é muito eficiente: tenho pacientes com 25 anos de operados”, diz José Nogueira. 

Um desses exemplos felizes é o de Edson José de Souza, 67 anos, que descobriu o câncer em 2002. Passou por cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hoje faz uso da terapia hormonal. “Descobrimos o câncer, tratamos com o que estava à disposição e estou bem. Controlamos o PSA com os hormônios. Não é um tratamento fácil. Mas se você estiver com uma mente boa, vai ter sucesso de cura. A mente também faz que você cure o câncer”, fala, seguro, o aposentado.

TECNOLOGIA

Para acompanhar esses casos mais resistentes, o Real Hospital Português dispõe de um aliado tecnológico: o exame PET scan com uso do PSMA. “O PET tem a capacidade de descobrir a doença quando ela ainda não provocou modificações na morfologia dos órgãos, de forma muito precoce, antes mesmo do estágio em que exames convencionais, como tomografia e ressonância magnética , permitem visualizar”, explica o médico nuclear do RHP, Paulo Almeida Filho. “Nos casos de câncer de próstata, utilizamos o PSMA, antígeno específico da membrana prostática, como contraste. Essa tecnologia é pioneira no Norte e Nordeste”, completa Almeida.