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Médicos do Recife anunciam greve

Os médicos da rede municipal do Recife cruzam os braços por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira. A decisão tomada na última sexta-feira acontece após o cumprimento do prazo legal de 72 horas. A greve afetará os serviços de ambulatório, os Postos de Saúde da Família (PSF) e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Tadeu Calheiros, cerca de mil médicos atuam no município atualmente, mas somente 50% irão trabalhar nas urgências, emergências e maternidades. Para aumentar a polêmica, a categoria está fazendo circular nas redes sociais e mídias impressas uma convocatória para audiência com o prefeito Geraldo Julio.

‘Tivemos várias rodadas de negociação, que começaram ainda no primeiro trimestre de 2017. Os secretários de Saúde e Administração sempre educados e corteses, mas sempre algo sem efetividade. Só escutam, mas não tem proposta nenhuma”, criticou Tadeu Calheiros. De acordo com ele, o último encontro com a gestão aconteceu em outubro do ano passado.

A categoria vem reivindicando a volta integral dos vigilantes às unidades de saúde, o reabastecimento de insumos, obras em unidades, além de reajuste salarial de 6%. A nova estratégia para sensibilizar o poder público é a veiculação de cartas abertas a população. A última lamenta que enquanto o Carnaval vai ser bonito, “o povo que necessita de saúde não tem” e que as condições da rede são piores que na guerra.

A Prefeitura do Recife, em nota, informou que realizou diversas reuniões de negociação com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e que continua aberta ao diálogo. “Os médicos servidores do município tiveram ganhos de cerca de 10% acima da inflação desde 2013. Foram nomeados 767 novos médicos no período”, ressaltou o comunicado. Com relação às condições de trabalho, a gestão alega ter realizado, em apenas cinco anos, R$ 200 milhões em investimentos nas unidades de saúde, o que representaria mais do que os dez anos anteriores.