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Médicos iniciam paralisação

greve dos médicos municipais do Recife foi deflagrada ontem. Os atendimentos nas unidades de Saúde da Família e Centros de Apoio Psicossocial estão parados, deixando cinco mil pessoas sem atendimento. A principal reclamação dos servidores é a falta de segurança, devido à retirada dos vigilantes em 2016, e a precariedade dos postos.

As reivindicações também são por um aumento salarial, pela rea-dequação de novos profissionais e por uma política de abastecimento dos medicamentos e utensílios básicos para 0 atendimento. Dependendo do posicionamento da prefeitura, na próxima quinta-feira 0 movimento pretende reavaliar a continuidade da paralisação. Até lá, só os atendimentos de urgência, emergência e maternidade seguem sendo realizados normalmente.

O posto de saúde União da Vila, no Espinheíro, Zona Norte do Recife, exemplifica a precariedade apontada pelos médicos. Fiação exposta, infiltrações, água parada, equipamentos inutilizados, paredes mofadas e atendimento em uma área que deveria ser destinada à recepção são alguns dos problemas encontrados na unidade, que há quatro meses funcionava em um contêíner. “Não adianta dizer que está aberto ao diálogo se 0 prefeito não faz nenhuma proposição sobre as reivindicações”, afirmou 0 presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Tadeu CaIheiros, acrescentando que 251 equípes médicas aderiram à paralisação.

A idosa Amara da Silva, 56, foi ao posto realizar uma consulta, mas não encontrou médicos. “Venho aqui de três em três meses e, sem essa receita, vou ficar sem remédio.”

Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou ter realizado várias reuniões de negociação com 0 Simepe e disse continuar aberta ao diálogo.