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Mutirão vascular deve diminuir fila de pacientes no Hospital das Clínicas

Com 700 pacientes numa fila de espera para atendimento vascular, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE) foi escolhido pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) para sediar um mutirão no próximo dia 31. A ação faz parte do projeto Circulando Saúde, com apoio da FQM Farma, e promete desafogar a lista daqueles que estão por meses a fio no aguardo de uma avaliação com especialista. Ao todo, cerca de 400 desses pacientes na fila do HC foram selecionados e vão ter consultas e exames no mesmo dia para confirmação de diagnóstico e tratamento.

A chefe do ambulatório de Cirurgia Vascular do HC, Catarina Almeida, explicou que o setor possui capacidade de 144 novos atendimentos por mês, mas que a demanda tem sido grande, por isso o mutirão chega em boa hora. “Serão mais de 20 médicos vasculares e residentes de cirurgia vascular de diversos serviços do Recife para realizar 400 consultas e ultrassom vasculares. Além disso, teremos uma sala para palestras com orientação sobre as doenças e prevenção”, contou.

Nos encontros temáticos, serão abordados os assuntos: “Conhecendo a doença venosa, suas complicações e como evitá-las”; “As principais doenças que afetam a circulação (HAS, DM, dislipidemia, obesidade, IRC): como diminuir os danos causados?” e “Tratando a doença venosa – uma abordagem multidisciplinar: do profissional (médico, fisioterapeuta, enfermeiro) ao paciente e familiares”.

O presidente da SBACV regional Pernambuco, Paulo Ricardo Vasconcelos, comentou que é a primeira vez que uma força-tarefa desse tipo é montada no Estado, dando assistência aos pacientes e também visibilidade ao tema. “Na população em geral, chega a ser 30% a prevalência da doença venosa varicosa, que são as varizes. E de vários tamanhos, desde micro varizes até as varizes de grossocalibre, passando pelas úlceras e edemas permanentes”, explicou. Paulo Ricardo destacou ainda que os quadros tentem a se tornar mais frequentes com a idade e que as mulheres são o público mais acometido, seja por fatores genéticos ou da gravidez.

O presidente da SBACV-PE chamou a atenção para a desvalorização de alguns sinais, que podem ser encarados apenas como estética por alguns indivíduos. “Até algumas varizes que hoje são estéticas, no futuro podem ser realmente uma doença. Porque as varizes não têm cura. Elas são progressivas. Se você não tratar, a doença vai progredir. Como agravamento, pode acontecer uma trombose, sangramento, ou aparecimento de úlceras”, reforçou. Paulo Ricardo alertou que a população deve buscar um profissional médico para a intervenção em qualquer tipo de varize, mostrando preocupação com a oferta indiscriminada de tratamentos em clínicas de estética com profissionais não médicos.