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Médicos de PE passam por treinamento sobre manejo clínico da tuberculose

Profissionais de saúde de Pernambuco, mais  especificamente médicos que cuidam de casos de tuberculose, passam por treinamentos na Secretaria Estadual de Saúde (SES), no Bongi, até a próxima sexta-feira (31). O curso trará atualizações em manejo clínico adulto e pediátrico para a doença que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), tem percentuais de cura e de abandono de 85% e 5%, respectivamente.

Já em Pernambuco, as taxas registradas em 2016 foram de 71,4% e 8%. O treinamento foi viabilizado por meio de uma parceria do Programa Estadual de Controle da Tuberculose e do Ministério da Saúde.

A capacitação, dividida em módulos, é baseada no novo manual de recomendações sobre a doença compilado pelo Ministério e será ministrada por consultores do Programa Nacional de Controle da Tuberculose. Entre os temas abordados estão infecção latente da tuberculose, resistência e falência do tratamento e principais comorbidades relacionadas.

A expectativa é de que mais de cem profissionais passem, diariamente, pelo treinamento. O público-alvo do curso são médicos com perfil de multiplicador que atuem na Atenção Primária e nas Referências Secundárias das Regiões de Saúde, médicos que atuam no Sistema Prisional e pneumologistas e infectologistas no âmbito dos Hospitais Gerais, Unidades Pernambucanas de Atendimento Especializado (UPAEs) e Serviços de Atenção Especializada (SAE).

Doença

A tuberculose é uma doença curável que afeta, principalmente, os pulmões. A enfermidade é transmitida pelo bacilo de KochA forma pulmonar bacilífera (contagiosa) é a mais relevante em saúde pública por ser a responsável pela manutenção da cadeia de transmissão. A busca ativa do paciente sintomático respiratório constitui-se na principal estratégia de controle da tuberculose, uma vez que permite a detecção precoce das formas pulmonares.

O tratamento da doença é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos postos de saúde e dura, em média, seis meses. A boa adesão à medicação evita que o paciente transmita a doença ou desenvolva formas mais graves da enfermidade. Em 2017, Pernambuco registrou 4.650 casos de tuberculose.