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Estado fez o alerta do zika

O secretário Estadual de Saúde, Iran Costa, participou da mesa “Resposta às Emergências em Saúde Pública”, que também contou com a participação do secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia; e da secretária Executiva de Vigilância em Saúde da SES, Luciana Albuquerque. Iran Costa disse que Pernambuco foi o primeiro estado a notar a mudança no padrão da microcefalia, a fazer a notificação dos casos, estruturar uma rede de atendimento e acolhimento para as mães e as crianças e a produzir protocolos específicos.

“Em um curto período, conseguimos ampliar a rede especializada, interiorizando a assistência. Também trabalhamos em parceria com diversos pesquisadores para que as respostas para essa emergência em saúde pública pudessem ser evidenciadas”, ressaltou Iran Costa.

No final de 2015, o estado contava com apenas duas instituições que atendiam as crianças com microcefalia – o Imip e a AACD. Hoje, 32 unidades ligadas à rede estadual de saúde, espalhadas por todo o estado, já prestam algum tipo de atendimento relacionado à síndrome congênita do zika/microcefalia. Com isso, cada uma das 12 Regionais de Saúde (Geres) do Estado conta com, no mínimo, um serviço estadual de referência para reabilitação, totalizando mais de 1,7 mil consultas.

Pernambuco ainda tomou uma iniciativa pioneira no Brasil de fomento à pesquisa científica sobre o zika vírus. Neste sentido, foram investidos R$ 3 milhões, de recursos das secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia e da Saúde, via Facepe, para fomento a 21 pesquisas que buscam identificar e conhecer melhor o vírus.

Além disso, o estado distribui, desde o mês de agosto de 2017, o medicamento Levetiracetam (Keppra), que tem o objetivo de evitar crises convulsivas nas crianças com SCZ/microcefalia. O estado foi o primeiro do Brasil a disponibilizar o Levetiracetam pelo Sistema Único de Saúde (SUS), antes mesmo do Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), decidir incluir a medicação no rol do SUS.

Dentro da evolução das crianças, os profissionais envolvidos no tratamento notaram a rigidez muscular nos pacientes,  com a necessidade de tratamento com toxina botulínica, que faz com que o músculo relaxe e que precisa ser ser feito de 6 em 6 meses. Diante disso, o estado disponibilizouna rede de assistência esse tipo de tratamento com 83 crianças já beneficiadas.

De 2015 até 28 de julho de 2018, Pernambuco notificou 2.555 casos suspeitos de síndrome congênita do zika/microcefalia. Desse total, 456 foram confirmados e 1.795 descartados.