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Projeto faz atendimento médico em Noronha

Desde 1986 a ilha de Fernando de Noronha recebe todos os anos os veleiros da maior regata oceânica da América Latina, a Refeno. O evento já faz parte da cultura do lugar e  desde o ano passado o médico Rodrigo Quintas, 40 anos, encontrou uma maneira de retribuir à população da ilha toda a hospitalidade que os velejadores recebem durante o período da regata. Com uma população três mil habitantes, a ilha conta apenas com atendimento de saúde básico e traz especialistas do continente em períodos específicos. Atualmente no arquipélago só reside um clínico geral, um pediatra e um ginecologista, além de nutricionista e psicóloga.

Participante da regata há cinco anos, o cirurgião plástico percebeu a carência de médicos especialistas na ilha e tomou a iniciativa de criar um projeto social para atender essa demanda. “Ano passado surgiu a ideia de médicos velejadores envolvidos na regata que tenham alguma especialidade médica participarem de uma ação voluntária. Eles doam um pouco do seu tempo na ilha e fazem o atendimento médico voluntário”, explica Rodrigo.

Em parceria com a coordenação de saúde de Fernando de Noronha, este ano o projeto será ampliado e vai oferecer, além de atendimento médico especializado, atendimento odontológico, jurídico, aula de primeiros socorros e oficinas de iniciação à vela para crianças. “Atendemos 47 pacientes no ano passado. A expectativa para este ano é maior, devemos atender mais gente, são mais profissionais de saúde que vão participar do evento. Temos a experiência do ano passado e a própria população espera mais”, acredita o médico. Enquanto os velejadores disponibilizam a mão de obra, a parte da triagem dos pacientes e dos participantes dos cursos fica a cargo da coordenação de saúde da ilha, que conhece a demanda reprimida do local e vai priorizar os casos mais urgentes.

Edna Melo, 25 anos, é uma das velejadoras que partirá do Marco Zero, no sábado da próxima semana, rumo a Fernando de Noronha. Professora de vela do Cabanga Iate Clube, ela começou no esporte através de um projeto social como este ainda criança, se destacou e foi selecionada para velejar pela equipe do clube náutico. Nesta Refeno ela tem uma missão especial, vai dar aula de iniciação à vela para 40 crianças entre 9 e treze anos. “Quero fazer essas crianças se apaixonarem pelo esporte como eu, proporcionar para elas o prazer, o bem estar de velejar e terem um conhecimento diferente”. (Marina Maranhão)