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HC tem vagas para reconstruir mamas

Sobram vagas para cirurgias de reconstrução mamária decorrentes do câncer de mama no Hospital das Clinicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UPFE). A informação é do chefe do Serviço de Cirurgia Plástica, Rafael Anlicoara, que passou a atender usuárias de outras unidades de saúde aptas para o procedimento e que desejarem a intervenção no HC. Há quatro anos, o hospital vem realizando mutirões durante o Outubro Rosa para este tipo de operação, em uma tentativa de dar visibilidade ao procedimento, que é ofertado gratuitamente pelo SUS. A força tarefa este ano iniciou ontem e segue até sexta-feira. Durante esta semana, oito mulheres que perderam a mama vão receber próteses.”Queremos chamar a atenção para dizer que temos vagas, temos médicos especialistas, mas não temos as pacientes. 0 hospital disponibiliza inclusive próteses de silicone e, mesmo assim, não chega demanda. Por isso queremos abrir para pacientes de outros hospitais”, comentou Rafael Anlicoara. Até sexta-feira, oito mulheres foram agendadas para realizar a reconstrução mamária no HC. Elas já realizaram a retirada do câncer de mama e concluiram os tratamentos complementares há pelo menos seis meses. Além das cirurgias já agendadas, no restante do mês, as pacientes, que tiverem encaminhamento de um mastologista ou de um oncologista de qualquer serviço público de saúde podem comparecer ao Ambulatório de Cirurgia Plástica, no 3o andar, das 7h às 10h, de segunda a sexta-feira, para avaliação do caso e marcação do procedimento. Ao longo do ano, os encaminhamentos vêm da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Em geral, no HC, da avaliação positiva dos especialistas até a realização da cirurgia o prazo é entre dois e três meses.

médico destacou que boa parte das mulheres com o câncer mamário não busca a reconstrução por receio de fazer mais um procedimento, o que é visto como doloroso para elas. Contudo, ele reforça que esta etapa da recuperação do corpo também é importante para a evolução integral da paciente. “Muitas terminam desistindo de fazer a cirurgia porque é um pro-

cesso muito penoso, com quimioterapia e radioterapia, mas seria preciso melhorar a abordagem dos assistentes sociais, psicológicos e dos próprios mastologistas e oncologistas para estimular mais as mulheres a fazer essa etapa tão importante”, disse. Rafael Anlicoara ainda explicou que não apenas as mulheres que passaram pela mastectomia radical (retirada completa da mama) têm direito no SUS à operação. “Toda mulher que fez uma cirurgia na mama e que causou alguma deformidade pode solicitar. É direito fazer uma cirurgia, nem que seja para deixar simétricas as duas mamas. Mesmo que ela tenha retirado apenas uma parte da mama, ela pode fazer uma plástica dessa mesma mama ou mexer na outra mama (sadia) para deixá-la menor ou mais parecida coma outra”, explicou.

Campanha HCP

Em apoio ao Outubro Rosa, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lançou a campanha “Previna para viver, cuide para vencer!”. A iniciativa busca chamar a atenção das mulheres para a importância da mamografía e do auto exame para o diagnóstico precoce da doença, bem como para a adoção de hábitos de vida saudáveis para a sua prevenção. Ontem, funcionários e voluntários da Rede Feminina de Combate ao Câncer realizaram uma ação social educativa de rua com a distribuição de laços cor de rosa e informações para a população. De janeiro a agosto deste ano o HCP recebeu no serviço de Mastologia Oncológica 1.128 novas pacientes e realizou 12.352 consultas. No mesmo periodo foram 5.042 mamografias e 7,4 cirurgias.