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Recife instala novas armadilhas

Mais uma técnica de controle do Aedes aegypti será implantada no Recife. A cidade, que já dispõe das ovitrampas e estrutura uma rede para soltar mosquitos estéreis no ar, vai instalar a partir desta semana Estações Disseminadoras de Larvicidas (Eds). Inicialmente serão 700 equipamentos. Em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia e o Ministério da Saúde, a tecnologia atua como uma armadilha para que os próprios mosquitos ajam como disseminadores de larvicidas nos criadouros de difícil acesso. Inicialmente, quatro territórios da cidade serão contemplados com os equipamentos, que serão o pontapé para que o Recife comece a avaliar o uso de técnicas combinadas de enfrentamento ao mosquito.

As estações consistem em baldes plásticos, cobertos com um tecido preto sintético impregnado com larvicidas. Os baldes ficam cheio de água, para atrair as fêmeas. Quando um mosquito adulto pousa na superfície da armadilha, partículas do inseticida Pyriproxyfen aderem ao corpo do inseto e este dissemina o veneno para outros criadouros, quando vai depositar os ovos. “Ao voar e pousar para fazer a oviposição, haverá a disseminação do larvicida. É uma estratégia que nos ajuda a encontrar os espaços críticos, ou seja, cantinhos da parede, do armário ou ainda imóveis fechados”, explicou o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia.

O larvicida impede o desenvolvimento dos mosquitos imaturos, que morrem no estágio de larva ou pupa. Ele não tem efeitos letais imediatos nos mosquitos adultos, mas encurta a vida das fêmeas e impede o desenvolvimento dos ovos fecundados. Os locais escolhidos ficam em bairros como Ipsep, Água Fria, Cajueiro, Campina do Barreto, Fundão, Ponto da Parada, Hipódromo, Encruzilhada, Linha de Tiro, Casa Amarela, Jordão, Ibura, Dois Unidos e Imbiribeira.