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Acordo prevê redução de mortalidade materna

A redução da taxa de mortalidade materna e a prevenção do câncer de colo de útero são pontos centrais do acordo de cooperação técnica firmado ontem entre o governo do estado e Organização Pan-Americana de Saúde, organismo da Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS). Com investimento inicial de R$ 5,5 milhões, a parceria pretende reduzir a mortalidade materna quase pela metade se considerada a taxa de 2017, quando Pernambuco registrou, segundo o Datasus, 60,34 mortes por 100 mil nascidos vivos. A meta para 2022 é de 35 óbitos.
E para este ano, o acordo já prevê alguns trabalhos. As equipes da Opas/OMS vão realizar o diagnóstico da rede de saúde obstétrica e da demanda e oferta da linha de cuidado da prevenção do câncer de colo de útero no estado. Isso para aumentar o impacto e a efetividade das intervenções. Também serão realizados encontros mensais com a participação das 20 maiores unidades da rede materno-infantil para monitoramento da gestão dos leitos em articulação com a Central de Regulação do Parto.
As ações preveem ainda capacitação dos trabalhadores de toda a rede de maternidades. A capacitação deve começar pela macrorregião de saúde que engloba a Região Metropolitana do Recife, as matas Norte e Sul e o Agreste Setentrional, além dos 11 municípios sertanejos ligados IX Gerência Regional de Saúde (Geres), com sede em Ouricuri. Um dos estudos previstos para tais regiões é levantar o itinerário das gestantes para qualificar o mapa de vinculação obstétrica.
“Quem acompanha a saúde pública no Brasil sabe que os avanços estão cada vez mais difíceis de serem concretizados, pelo momento por que passa o nosso país. Isso faz com que os estados e municípios tenham que buscar alternativas que garantam atendimento à população”, afirmou o governador Paulo Câmara (PSB) na solenidade de assinatura do convênio, no Palácio do Campo das Princesas. Para ele, o acordo firmado ontem é uma troca de esforços para garantir a prevenção da mortalidade materna e do câncer de colo de útero.
Quanto ao câncer de colo do útero, doença que vitima em torno de 300 pessoas por ano no estado, uma das metas é garantir até 2022 uma cobertura vacinal mínima de 80% dos grupos prioritários contra o HPV. O mesmo percentual foi determinado quanto à cobertura do exame citopatológico nas mulheres com idade entre 25 e 64 anos, além de assegurar o acesso das mulheres ao exame que identifica lezões que podem evoluir para o câncer de útero e o tratamento de lesões que levem ao câncer de colo.
A atuação da Opas/OMS contará com consultores internacionais e nacionais, sendo o projeto dividido em três módulos que ocorrerão paralelamente: diagnóstico, intervenção e monitoramento. Os termos do acordo, que terá inicialmente duração de cinco anos, foram detalhados pelo diretor-adjunto da Opas em Washington (Estados Unidos), Jarbas Barbosa, em visita ao Diario de Pernambuco, onde ele foi recebido pelo vice-presidente do jornal, Maurício Rands.