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Sem mosquito não tem doença

ANDRÉ LONGO

Infelizmente, os casos de arboviroses são esperados todos os anos, no Brasil, por termos climáticos e condições socioambientais favoráveis ??ao nascimento do mosquito Aedes aegypti. As ocorrências seguem ciclos com anos com muitos casos intercalados por menos com atraso – e 2019 tem sido desafiador. Analisando apenas os números da dengue, observe um aumento de 600% no País, quando comparados com 2018. Em Pernambuco, o crescimento é menor, de 150%. Apesar de estar abaixo da média nacional, isso não é algo comemorado pelo Estado, que está atuando para enfrentar essa situação.

Desde janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), por determinação do governador Paulo Câmara, trabalha para combater o avanço dos casos de dengue, zika e chicungunha. Neste ano, R $ 8 milhões foram disponibilizados para ações, ou o dobro do valor despendido em 2018. Além disso, as estratégias inovadoras estão sendo colocadas em prática.

Neste ano, Pernambuco passou a usar o aplicativo e-visit @ PE, ferramenta em agentes de endemias, responsável por visitas domiciliares, pode registrar informações de trabalho, como quantidade de focos de mosquitos encontrados e se eles foram usados. Toda a informação é disponibilizada em tempo real, otimizando a restauração dos dados e a tomada de decisões. A tecnologia está em uso nas cidades do Agreste e Sertão e, até o fim do ano, será uma realidade em todo o Estado.

Na área de mobilização social, um dos focos foi a conscientização de crianças e jovens. Em junho, 300 milhões de gibis da Turma da Mônica foram distribuídos para alunos dos ensinos fundamentais da rede estadual. De forma lúdica, o material explica os sintomas da dengue, zika e chicungunha, além de trazer exemplos de como evitar o nascimento do mosquito.

O Governo de Pernambuco ainda lançou este mês a campanha de mídia para reforçar que “sem mosquito não tem doença” e convocar cada pernambucano para fazer sua parte no trabalho de prevenção e combate ao Aedes. Anúncios em jornais, rádios e TVs, além da divulgação em pontos de ônibus e internet, fazem parte da ação, que percorre todo o Estado. Com mais essa iniciativa, queremos evitar grandes epidemias, como em 2015 e 2016, e também casos de microcefalia provocados pelo zika. Mas este trabalho, para eliminar os criadores do Aedes, é permanente e só vamos conseguir vencer o zika, a dengue e a chicungunha com o engajamento de todos: para proteger, não deixe o mosquito nascer.

André Longo é secretário estadual de Saúde