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Cardiologia e a UPE

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco.

Após 2ª Guerra, a cardiologia se consolida ao incorporar recursos econômicos, a profissionalizar a pesquisa clínica e a construção de novos centros de cardiologia. Naquela época não existia tratamento para as crianças que nasciam cianóticas, ou aqueles pacientes que desenvolviam doença nas válvulas cardíacas.

Em 1945, um cirurgião americano Alfred Blalock e uma cardiologista pediátrica Helen B. Taussig realizaram primeira cirurgia cardíaca paliativa no mundo tratando uma criança cianótica. No Brasil esse fato se repetiu em 1948, em São Paulo e pioneiramente em Pernambuco o cirurgião torácico Joaquim Cavalcante, no Hospital Universitário Osvaldo Cruz, realiza esse procedimento em 1951. Esse fato é marcante porque representou a semente da cardiologia existente hoje na UPE e também no Estado.

Segundo momento tem início em 1950, quando o cirurgião Luis Tavares participa da criação da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e transforma o Hospital Osvaldo Cruz em hospital escola da FCM, em 1964. Nesse intervalo o Prof. Luis Tavares em 1960, realizou outro feito inédito, no Instituto de Cardiologia da (UFPE), realizando a primeira cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea no norte-nordeste. O Recife realizou esse procedimento inédito antes de outros países europeus.

Um terceiro momento se inicia na década de 80 com Dr. Enio Cantarelli. Em viagem ao Instituto de Cardiologia do México, retorna e com o sonho de construir um instituto semelhante em Pernambuco. Nos anos 90 deu início conseguindo a doação de dois terrenos, um no governo de Jarbas Vasconcelos e outro de Roberto Magalhães. Em 2006 inaugura o Hospital fazendo homenagem ao seu professor e mestre, dando ao hospital o nome “Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Prof. Luiz Tavares / PROCAPE”.

No intervalo de 55 anos, três fatos históricos traduzem o quanto da relevância desses três médicos no cenário da Medicina Pernambucana. Foram realizações marcantes. No Procape mais de 50 médicos por ano concluem sua pós-graduação lato sensu (Residência Médica) em cardiologia clínica/cirúrgica e já foram desenvolvidas inúmeras teses de Mestrado e Doutorado, contribuindo sobremaneira para o desenvolvimento da cardiologia do estado e da região. A cardiologia de Pernambuco é uma das mais atuantes e relevantes do Brasil.

Ricardo Lima – Diretor Médico do Procape