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América latina é o novo epicentro do coronavírus

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco.

O Chile, onde o Exército age para garantir a quarentena, está entre os países onde o contágio está sem controle

Região superou a Europa e os Estados Unidos em número de mortes e contágios diários da doença

Oque era provável se tornou fato na América Latina. A região foi considerada ontem o novo epicentro da pandemia do novo coronavírus pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). E com o agravante de que a taxa de contágio continua acelerando em alguns países: Brasil, Peru, Chile, Equador e Venezuela, principalmente. Mas o fenômeno se vê em nações menores, exemplo da Nicarágua.

“Na América do Sul, estamos particularmente preocupados que o número de novos casos relatados na semana passada no Brasil tenha sido o mais alto em um período de sete dias desde o início do surto”, disse a diretora da Opas, Carissa Etienne. De acordo com ela, tanto o Peru quanto o Chile também relatam uma alta incidência, “um sinal de que a transmissão ainda está acelerando nesses países”.

Com 726.921 casos confirmados e mais de 39.560 mortes relatadas até 25 de maio, a América Latina superou a Europa e os Estados Unidos no número diário de contágios. Assim, acrescentou Carissa na sessão informativa semanal da Opas, a região se tornou “sem dúvida” o epicentro da pandemia. A diretora pediu aos países que não abaixem as armas nos esforços para conter infecções, estimadas em mais altas do que as detectadas. “Para a maioria dos países das Américas, agora não é hora de relaxar as restrições ou reduzir as estratégias preventivas”, alertou Etienne, ressaltando que Bolívia e Paraguai, ao contrário do Brasil, Peru, Chile e Venezuela, mostram uma diminuição pequena na taxa. “É o momento de seguir fortes, vigilantes e implementar agressivamente as medidas de saúde pública comprovadas. A vida e o bem-estar de milhões de pessoas em nossa região dependem disso.” A Opas prevê que o Brasil atingirá o pico de 1.020 mortes diárias da Covid-19 até 22 de junho, citando o modelo do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington (IHME).O instituto norte-americano antecipou há duas semanas que o Brasil acumulará 88.305 mortes por Covid-19 até 4 de agosto, em um intervalo estimado entre 30.302 e 193.786.

A taxa de contágio (Rt), indicador que mostra para quantas pessoas em média cada indivíduo infectado transmite o coronavírus, de parte dos países da América Latina está acima de 1. Isso, segundo especialistas, significa um quadro fora de controle. De sete países latino-americanos avaliados pelo Imperial College, seis apresentam tal situação. Além do Brasil, com uma taxa de 1,31, estão Bolívia, Chile, México, Colômbia e Argentina. O Peru teve o indicador calculado em 0,7 pela universidade britânica, que é referência no acompanhamento de pandemias.

No total, o Imperial College analisou dados de 56 países, dos quais 27 estão na Europa. Entre os europeus, a estimativa é que a taxa de contágio esteja acima de 1 em seis: Rússia, República Tcheca, Portugal, Áustria, Belarus e Grécia, em ordem decrescente. Desses, só a Rússia tem previsão de mais de mil mortes semanais. Para o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Opas, Marcos Espinal, a América Latina é uma região de “grande iniqüidade” e destacou a importância de as pessoas receberem informações CORRETAS.