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UPE celebra a vida

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco.

A Universidade de Pernambuco (UPE) é uma instituição jovem, porém madura pelas instituições que a compõem. Seu núcleo inicial ocorreu em 1965 quando da criação da Fundação de Ensino Superior de Pernambuco e a incorporação das faculdades: Escola Politécnica (1912), escola de Enfermagem Nossa Senhora das Graças (1945), Faculdade de Ciências Médicas (1950), Faculdade de Odontologia (1955) e a Faculdade de Ciências da Administração (1965). A partir daí não parou de crescer assumindo seu papel social no Estado, com a incorporação da Escola Superior de Educação Física (1946), as Faculdades de Formação de Professores de Garanhuns (1966), de Nazaré da Mata (1966) e de Petrolina (1968) e a criação do Instituto de Ciências Biológicas em 1976, se expandindo do litoral ao sertão com diversos campi descentralizado e espalhado por diversas cidades do estado.

Possui hoje um complexo hospitalar formado por três hospitais com 757 leitos, o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC, 1884), o Centro Integrado Amauri de Medeiros (Cisam, 1946) e o Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco – Prof. Luiz Tavares (Procape, 2006). Os três hospitais estão participando no enfrentamento à covid 19, destacando-se o em especial o desempenho do HUOC como tradicional hospital de referência na doença infectocontagiosa e seu corpo clínico, fazendo jus ao motivo de sua criação para “tratamento das moléstias contagiosas agudas” há 136 anos. 

A UPE completa 29 anos “Celebrando a Vida”, como uma jovem e madura universidade. Não houve comemorações formais e não se justificaria num momento tão inusitado de enfrentamento de um inimigo cruel, letal e invisível. A comemoração ficou representada pela vitória na alta do milésimo paciente portador da covid 19 tratado no HUOC. O Complexo Hospitalar com seus hospitais já atendeu nessa pandemia 1.700 pacientes portadores de coronavírus. Apesar de muitos desses doentes não terem conseguido o êxito almejado é importante não deixar de se solidarizar com as famílias daqueles que não conseguiram tão desejada superação. 

Mesmo que a pandemia acarrete dificuldades sociais, mudança de comportamento e disseminação de informações falsas, que associada as diferenças econômicas, sociais e geográficas existentes no Brasil, é possível trabalhar em prol do outro e promover o bem. Observando os últimos 100 anos, de um histórico de pandemias no mundo associada a enorme e paralelo desenvolvimento científico e tecnológico, não foi suficiente para impedir que esse tipo de fenômeno possa assolar de forma fatal a todos. Vivenciando inusitada experiência, fica clara para presente e próximas gerações a necessidade do Brasil valorizar e investir maciçamente na educação básica, nas universidades, nas pesquisas científicas e nos profissionais de saúde.

Celebremos a Vida!

l Ricardo Lima é professor Titular Faculdade de Ciências Médicas (UPE) e diretor médico do Procape