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Os heróis da saúde

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco.

A ferocidade do inimigo muitas vezes obscurece os cenários da guerra, como esta contra Covid-19

Ninguém pode imaginar a criação de um troféu a ser dado “aos melhores” no curso de uma pandemia como essa pela qual estamos passando, mas haverá um momento em que será possível olhar para trás – como aprendizado para outros momentos difíceis que venham pela frente –, a fim de render tributo a todos que se doaram pela causa comum, em particular aos profissionais de saúde que enfrentaram o inimigo mortal, o coronavírus, salvaram vidas e permitiram que Pernambuco pudesse continuar a trabalhar, estudar e acreditar no futuro. Este tributo, entretanto, não há como negar desde já: nosso Estado foi o primeiro a criar um protocolo para testar os profissionais de saúde. 

Cerca de 35 mil profissionais foram testados para a doença em Pernambuco e 15.844 tiveram diagnóstico positivo. Isso, quando a principal recomendação da Organização Mundial da Saúde era de testar, testar, testar.

A Secretaria Estadual de Saúde cumpre um rito no serviço público, como deve ser, ao dar conta de que 90% dos servidores infectados estão recuperados e recebem do secretário André Longo o justo atestado de heróis: “Quero, mais uma vez, registrar ou reconhecer e agradecer a todos os profissionais de saúde que atuam na linha de frente. São os verdadeiros heróis desta batalha contra a covid-19”. É justo que isso seja dito desde já, no calor da batalha, quando a ferocidade do inimigo muitas vezes obscurece os cenários da guerra e fica mais difícil perceber heroísmos.

Graças ao trabalho desses guerreiros anônimos, já pode ser possível ver praças, praias, orlas fluviais e marítimas voltando a ser espaços do povo para a retomada dos esportes individuais ao ar livre, com exceção de treinos de lutas e mantidas exigências racionais: distanciamento social, higiene e monitoramento com aferimento de temperatura antes do acesso a espaços e equipamentos esportivos. 

Quem for à praia de Boa Viagem, não se espante com as 180 cruzes na areia: elas foram fincadas em memória das mais de 60 mil vítimas do coronavírus no Brasil.

As cruzes na areia estão expostas como um protesto contra a forma como o governo federal enfrenta a epidemia, sobretudo em virtude do boicote ao isolamento social, mas também podem ser vistas como sinais para lembrar o ato heroico dos trabalhadores de saúde e para reforçar a preocupação de Gessyanne Paulino, presidente do hemocentro, ao pedir que as pessoas procurem o Hemope para também doar sangue, porque os estoques estão críticos. Até atos de heroísmo serão mais difíceis se não houver sangue para transfusões enquanto o fantasma da pandemia nos rondar.