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A ivermectina em teste

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco.

 Medicação indicada para piolho e sarna, a ivermectina desponta entre as substâncias mais testadas em pacientes com covid-19. Daqui a aproximadamente duas semanas, em Pernambuco, será iniciado um estudo que pretende colocar uma lupa sobre a ivermectina. A pesquisa, coordenada pela médica Taciana Padilha e já aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, é vinculada ao Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), da Universidade Federal de Pernambuco. “Participarão desse estudo 200 profissionais de saúde sintomáticos com diagnóstico positivo para covid-19. Vamos investigar se o tratamento com a ivermectina, nas doses e frequências do protocolo que criamos, é superior ao tratamento padrão”, diz Taciana, que já estudou previamente os efeitos do tratamento da chicungunha usando o vermífugo. A médica acrescenta que se trata de um ensaio clínico randomizado (voluntários são escolhidos de forma aleatória), controlado por placebo e duplo-cego (pesquisadores e pacientes desconhecem quem recebe o medicamento e quem recebe o placebo). Esse é um tipo de estudo considerado o padrão ouro em estudos clínicos. Este mês a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou que não há estudos conclusivos que comprovem o uso da ivermectina contra a covid-19, mas também não existem outros que refutem o uso. Por enquanto, nada de usar a medicação indiscriminadamente.

Mais estudos

A Sociedade Brasileira de Infectologia, em informe recente, destaca que “os antiparasitários ivermectina e nitazoxanida parecem ter atividade in vitro (ambiente de laboratório) contra o novo coronavírus, mas ainda não há comprovação de eficácia in vivo, isto é, em seres humanos”. A entidade médica acrescenta que apenas os resultados de estudos clínicos permitirão definir o benefício e a segurança dessas medicações contra a covid-19.

Um outro lado

Ainda sobre o tratamento medicamentoso, os primeiros resultados de uma triagem de substâncias no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo demonstraram que ivermectina e nitazoxanida não tiveram desempenho satisfatório contra a covid-19. Ou seja, por enquanto, as indicações aprovadas para a ivermectina são aquelas que estão na bula do medicamento: infestação por piolhos e sarna.

Aula presencial

Para o secretário de Saúde de PE, André Longo, a retomada das aulas presenciais é um dos maiores desafios para a Saúde. “A educação é um setor em que os cuidados para se evitar a transmissão da covid-19 terão de ser redobrados. Abraços, apertos de mão e brincadeiras coletivas precisarão ficar pra depois. Máscaras deverão fazer parte do fardamento escolar, e o uso correto terá que ser reforçado. Será um novo momento, e não será fácil, mas essas medidas são necessárias para resguardar a saúde de alunos, professores e famílias”, diz.

Em Noronha, 4,7% da população já tiveram covid-19

Resultado da primeira fase do estudo epidemiológico em Fernando de Noronha estima que 4,7% da população da ilha já adoeceram pelo novo coronavírus e cerca de 95% não foram infectados (ou seja, são pessoas que estão suscetíveis à doença). Dos 904 investigados na etapa inicial da pesquisa, 42 foram identificados com o vírus, e a maioria deles teve a doença de forma assintomática. Esse é um achado que preocupa, pois quem não sabe que está infectado pode involuntariamente transmitir o vírus para outras pessoas. A 2ª etapa do estudo já foi iniciada. “É importante para a retomada do turismo. A desistência das pessoas na pesquisa pode anular o estudo e impactar na reabertura. Depois de tanto esforço, podemos perder esse estudo inédito no Brasil se a população não contribuir”, diz o administrador da ilha, Guilherme Rocha. Para manter dados atualizados e saber se as pessoas terão mais infecções silenciosas, a pesquisa deve durar até maio de 2021. “A segunda fase vem para entender o impacto da reintrodução de pessoas na ilha e confirmar se a covid-19 está controlada realmente, se não está escapando um caso ou outro assintomático”, acrescenta.

Saúde visual

Em meio à pandemia do novo coronavírus, é preciso ter uma atenção especial com crianças e adolescentes, devido ao aumento de exposição a telas, como tablet, smartphone e televisão. “O ideal é que, a cada duas horas, seja feito um descanso. Levantar e olhar a rua através da janela, brincar e praticar outras atividades longe das telas são essenciais para a saúde ocular”, orienta o oftalmologista Ermano Melo, da Oftalmax.

Arte no Samu

 O artista urbano e empreendedor social Rafa Mattos, autor dos trabalhos que humanizam os hospitais de campanha da Prefeitura do Recife, transmite mais uma vez empatia em painel que concluiu, na quarta-feira (15), em reconhecimento aos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A arte está na sede do serviço, localizado no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. O trabalho faz bela e merecida homenagem ao time do Samu, que vem se multiplicando para salvar vidas em meio à epidemia do novo coronavírus.

Infância e covid

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) acaba de lançar o curso Infâncias em tempos de covid19, que tem como foco fortalecer o trabalho de agentes comunitários de saúde, visitadores domiciliares e lideranças comunitárias. O material foi desenvolvido em parceria com o Instituto da Primeira Infância (Iprede) e traz orientações e conhecimentos básicos sobre a pandemia da covid-19 e seus impactos secundários em crianças menores de 6 anos e suas famílias. O curso é gratuito, tem duração de 4 horas e ficará disponível por três meses. Inscrições: cursocovid19.unicef.iprede.org.br.