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Parkinson e diabetes na rota da Covid-19

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco.

Estudo pretende avaliar efeitos do Sars-CoV-2 no cérebro e no SNC. Manifestações do vírus desencadearam alterações cognitivas e funcionais

Sete meses depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a pandemia da Covid-19, ainda sobram dúvidas sobre a doença, mas uma certeza é incontestável: a de que, para o Sars-CoV-2, não existem fronteiras no corpo humano. Durante ou mesmo depois da fase aguda da infecção, outros órgãos, além dos pulmões podem ser afetados, não apenas devido à hiperinflamação causada pela resposta exagerada do sistema imunológico, mas pela ação direta de um patógeno sobre o qual pouco se sabe.

Desde os primeiros estudos sobre o Sars-CoV-2, o micro-organismo já foi detectado, além do sistema respiratório, em tecidos do coração, rins, fígado, intestino, estômago e cérebro. Embora não haja relatos de ter sido encontrado no pâncreas, foram observados casos de pancreatite aguda em alguns pacientes, e suspeita-se de que o vírus também possa desencadear diabetes, doença intimamente associada a esse órgão.

Logo no início da pandemia, começaram a surgir relatos de pacientes que perderam o olfato e o paladar, evidenciando que o vírus também impacta o sistema nervoso central (SNC). Porém, as manifestações não ficaram por aí. “Síndrome de Guillain-Barré, encefalomielite, neuropatias periféricas isoladas, AVC, alterações funcionais e cognitivas”, enumera Augusto César Penalva de Oliveira, pesquisador do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de São Paulo. O médico está à frente de um estudo que pretende avaliar, a longo prazo, os efeitos do Sars-CoV-2 no cérebro e no SNC. Atualmente, há 47 pacientes na pesquisa, mas a ideia é chegar a 100. Dos voluntários, dois desenvolveram parkinsonismo (sintomas da doença de Parkinson).

Uma preocupação do infectologista do Emílio Ribas é que não há um padrão claro da infecção no SNC.

“O mecanismo pelo qual o vírus agride o sistema nervoso central não é claro. Possivelmente, são alterações microestruturais. Então, para estudá-las, temos de içar o anzol um pouco mais profundamente”, observa.