Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Recife volta a registrar mais de 200 novos casos

As matérias veiculadas pelo jornal citado como “fonte” não representam a opinião do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). O clipping tem por objetivo atualizar os leitores das principais notícias referentes à saúde veiculadas no país e, principalmente, no estado de Pernambuco

CORONAVÍRUS A última vez que a capital passou a uma marca diária de 200 infecções por covid foi em setembro. Ontem houve 208 confirmações

A situação vivenciada atualmente pelas unidades de saúde, que define cada vez mais pacientes com sintomas de covid-19 dia após dia, começa a ser refletida nos boletins epidemiológicos oficiais. Ontem, por exemplo, o Recife voltou a confirmar mais de 200 novos casos da doença num único dia, após 49 dias consecutivos de registros entre 2 e 192 casos. A última vez que a capital pernambucana ultrapassou a marca diária de 200 confirmações da infecção pelo novo coronavírus foi em 29 de setembro, com 273 registros. E 208 ontem novos testículos positivos apareceram no boletim da Secretaria de Saúde do Recife (Sesau). Com isso, a semana atual epidemiológica, do número 47 (último dia 15, com término no dia 21), totaliza 735 casos e já ultrapassa o número de infecções confirmadas na semana anterior, a número 46 (8 a 14 deste mês ), Paralelamente a esse recorte de casos totais (inclui um soma dos quadros graves com os níveis), o Recife volta ao aparecer, no boletim da Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES), em primeiro lugar entre as cidades do Estado com o maior número de moradores internados com síndrome respiratória aguda grave (srag) confirmada para covid-19. Até ontem, 121 residentes da capital (com diagnóstico positivo da doença, sem contar com os suspeitos) estavam em leito de enfermaria ou terapia intensiva (UTI). É mais que o dobro do município que aparece em seguida, na Paulista (Região Metropolitana), com 55 moradores que apresentam srag confirmada para covid-19 e ocupam uma vaga de enfermaria ou UTI. A reportagem do JC entrou em contato com a Sesau para saber a avaliação da prefeitura sobre o fato de a cidade voltar a despontar nessa lista. Em nota, a assessoria de comunicação da pasta resumiu that, ‘do total de pacientes internados, na segundafeira (16), no Hospital Provisório Recife 1 (em Santo Amaro, área central), 43% são do Recife. Os demais são oriundos de outros municípios da Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste ‘. A nota não fez alusão a moradores da capital e não trouxe uma avaliação sobre o aumento de residentes da cidade internados com covid-19, como mostra o boletim da SES. Ontem ocupados 76 dos 116 leitos municipais dedicados a casos suspeitos e confirmados da doença. Uma análise dos dados do Estado também revela que os indicadores da covid-19 não são mais os mesmos do período de estabilidade e tendência de queda dos casos. A 46ª semana epidemiológica confirmou 4.631 novas confirmações da infecção pelo novo coronavírus; a anterior (45ª) teve 3.029 confirmações. Em novembro, o cenário epidemiológico do Estado volta a ser extremamente preocupante, após um processo de estabilidade de casos em níveis de tendência com tendência de queda na capital. A realidade é que, em Pernambuco, a situação nunca chegou a níveis confortáveis ‘, explica o médico sanitarista Tiago Feitosa, doutor em Saúde Pública. Ele esclarece que o momento vivenciado agora não se trata de segunda onda da covid-19, como tem ocorrido na Europa. ‘Existe atualmente um repique da primeira onda, que nunca foi controlada. O médico pneumologista Murilo Guimarães ressalta que esse incremento nos quadros da doença tem se tornado cada vez mais claro nos hospitais e no dia a dia dos consultórios. ‘Voltamos a ver mais pacientes doentes, mas que apresentam uma menor gravidade do que no primeiro momento (pico da pandemia no Estado, em maio). Outro detalhe é que a maior frequência tem sido nos adultos jovens. Contudo, as pessoas que continuam precisando de UTI, principalmente os idosos ‘, destaca Murilo, com a certeza de que os cuidados devem permanecer porque a pandemia não desacelerou.